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Domingo, Janeiro 15, 2012 ![]() Conto os segundos para voltar ao que sempre foi meu verdadeiramente. Sexta-feira, Dezembro 30, 2011 ![]() Sexta-feira, Dezembro 23, 2011 ![]() Lamento por ter me permitido sofrer tanto. Capítulos escritos a lágrimas se encerram da mesma maneira. Cuidarei do que sobrou de mim. Simplesmente Outono. Terça-feira, Dezembro 06, 2011 ![]() Sábado, Novembro 12, 2011 ![]() Sexta-feira, Outubro 14, 2011 ![]() que ainda dói ! Quarta-feira, Setembro 14, 2011 Terça-feira, Agosto 16, 2011 ![]() Terça-feira, Agosto 02, 2011 ![]() ...atribuo como alcunha a sinonímia: limite! Segunda-feira, Julho 11, 2011 ![]() Ser uma mulher que transpira sentimentalidades seja talvez o meu diferencial. Quarta-feira, Junho 22, 2011 ![]() Aprender gera amadurecimento. Amadurecer gera exaurir-se dos enganos. Constato que a imbecilidade permeada a idiotice não me cai bem, definitivamente. Saliento, por fim, que meus ombros não são capazes de suportar o peso nato da burrice. Simplesmente Outono. Quinta-feira, Junho 02, 2011 ![]() Há o seu lado bom, porém, por questão de prudência, aprendi a desvirar-me. Quarta-feira, Maio 18, 2011 ![]() Não há escolha. Corroboro que isso em nada nos difere. S. Outono Quinta-feira, Abril 21, 2011 ![]() Tal Sra. por fome, ânsia e liberdade deleitou sem pena, constrangimento ou culpa seus inseparáveis de longa data. Pessoas degustam pontos por mais pífios que sejam. Eis, minha consideração sobre o ponto final. Sábado, Abril 16, 2011 ![]() O sentido de tal verdade ser considerada boa ou ruim dependerá unicamente dos olhos de quem a vê. Mantê-los ou quebrá-los, apenas uma questão de escolha. Simplesmente Outono. Sexta-feira, Abril 01, 2011 ![]() Terça-feira, Março 22, 2011 ![]() Jamais perder a sensibilidade, mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma. Porque sem ela, não poderia mais sentir a mim mesma. Quinta-feira, Março 10, 2011 ![]() Segunda-feira, Fevereiro 28, 2011 ![]() Segunda-feira, Fevereiro 14, 2011 ![]() Quinta-feira, Fevereiro 03, 2011 ![]() Brilho na medida certa. Domingo, Janeiro 16, 2011 ![]() Sexta-feira, Dezembro 31, 2010 ![]() ARRISQUE no que realmente acredita. APROVEITE cada oportunidade oferecida. PRODUZA os melhores resultados. EMOCIONE-SE desde que seja de dentro pra fora. INVISTA na sua felicidade. ACREDITE que sempre será possível. AGRADEÇA por tudo que foi e ainda será conquistado. ESPERE o tempo que for preciso. RECONHEÇA que nem sempre ganhar é a melhor saída. ESTABELEÇA metas e as alcance. PARTICIPE de toda e qualquer forma. ESCOLHA sabendo que cada escolha é uma renúncia. CONCRETIZE os sonhos mais impossíveis. SOLIDARIZE-SE sem escolher a quem. PARTILHE até mesmo o que julga ser pouco. COOPERE, pois sempre haverá alguém esperando por isso. TERMINE com tudo que te faz mal. AMPARE seja com colo, ombro, mão, olhar ou palavra. SONHE sabendo que nem sempre é como esperamos. FANTASIE como nos tempos de criança. ENFEITE-SE simplesmente por fazer bem a alma. COMEMORE cada vitória alcançada. ACARICIE com o coração. FLUTUE com o risco de também afundar. SEDUZA sempre que sentir vontade e de maneira despretensiosa. OUSE o que jamais pensou ousar. APAIXONE-SE sem que esta seja a intenção e certamente será a melhor das paixões. MEREÇA apenas o que seja seu, de fato. AME todos os amores e intensamente. EVOLUA por uma questão de aprendizado. CONQUISTE tudo o que quiser inclusive pessoas. APRENDA que sem evolução não há caminhada. DETERMINE e atinja seus objetivos. COMPREENDA que o mundo não para por você. PERDOE verdadeiramente. SELECIONE tudo e todos. CRITIQUE quando assim for preciso. LIBERTE-SE de tudo que te faz infeliz. VOE o mais que puder sabendo a hora certa de pousar. MERGULHE somente quando a situação te pedir. RENOVE os teus melhores sentimentos. DESEJE sem medo ou pudores. SINTA o melhor e o pior das pessoas. Não há como fugir disso. DISTRIBUA beijos, abraços, sorrisos e verdades. RETRIBUA cada boa ação recebida. ACONSELHE não julgando. Imagine-se na situação e veja que é possível não julgar. ALIMENTE-SE dos melhores sentimentos. VIAJE para lugares até então desconhecidos. FESTEJE cada ano, mês, dia, hora e segundo vivido. ABRACE o melhor dos abraços. REVELE algum segredo. Uma sensação que vale a pena sentir. BEIJE com o melhor sorriso e com toda vontade. QUEIRA somente o que possa ser seu. TRANSBORDE de alegria sem a menor vergonha. VIVA todo instante plenamente. PROSSIGA se o caminho foi estabelecido. GANHE apenas o que lhe fizer jus. DOE seja o que for. SIMPLIFIQUE o que julga complicado. Não precisa ser difícil. TRANSFORME suas lágrimas em gargalhadas. É possível. COMECE sempre acreditando que valerá a pena. QUEBRE vínculos e elos. RECICLE, e a vida sorrindo te agradecerá. E DESCUBRA que é capaz de fazer tudo que acabo de te desejar, sinceramente. Simplesmente Outono. Sexta-feira, Dezembro 24, 2010 ![]() Família: o maior dos presentes. Amigos: não há como viver sem. Amores: sempre e de todos os tipos. Terça-feira, Novembro 30, 2010 ![]() Chegar ao nada sem esforço algum. Exímia conquista. E o aplauso muito além de merecido. Simplesmente Outono Sexta-feira, Novembro 19, 2010 ![]() Minha saída? Trocar a corda e seguir em frente! Segunda-feira, Novembro 01, 2010 ![]() E certos olhos azuis ao alcance dos nossos olhos. Sábado, Outubro 16, 2010 ![]() Tal gesto evidencia a busca incessante do encaixe perfeito destas que pouco a pouco preenchem o papel. O mesmo por vezes torna-se indicativo de uma heureca que visto sua magnitude fará toda diferença. Tempo desconfortável + espera inquietante = desejo atingido. Simplesmente Outono. Segunda-feira, Outubro 11, 2010 ![]() Corroboro que o primórdio desta escrita é justamente o despudor nato que tal revelação exige. Desataviada, descoberta, exposta. Instituo o começo! Alguns cortes foram reabertos para total certeza de cura. Resquícios são lixados lentamente para que as posteriores cicatrizes tornem-se menos visíveis. Delego que a situação chegue à metade. Com o permeio estabelecido, visto-me! Opto por veste palavras presenteadas pelo tempo. Fiz jus das necessárias. Sussurro em cúmplice segredo e inquietante precisão cada escolha. Salpico-me estrelas, pétalas, folhas secas e pérolas todas em forma de pontuações. Desdourada certo dia fui. Sentimentos sobem por meus pés onde lentamente contornam meu corpo tomando assim minha forma. E como tentativa poética decreto tal nudez ao fim. Quinta-feira, Setembro 30, 2010 ![]() Ademais é sensato assumir que por vezes as palavras cansam de mim... Já o contrário margeia o impossível. Denoto em forma de imagem o real valor que lhes atribuo. Simplesmente Outono. Segunda-feira, Setembro 27, 2010 ![]() E como teste definitivamente não me serve. Alguns atingiram o patamar de supostos onde o que me falta é justamente o verdadeiro. Quinta-feira, Setembro 23, 2010 ![]() Inúmeras circunstâncias me fazem concordar. Quando não é? Faço que seja! Estar bem ou ser feliz? Felicidade: uma simples questão de escolha. Segunda-feira, Setembro 20, 2010 ![]() Adorável poeta, OBRIGADA por tamanha sensação. NADA se compara a propriedade do teu cherrie. Indico: T R A V E R S U R A S tomara que eu praça com uma lua toda cheia tomara que eu possa em pleno sol fazer chover quem sabe uma hora dessas eu não pare o mundo por você. Quarta-feira, Setembro 15, 2010
Falemos da sinonímia da palavra liberdade: chame-a também de Edson Marques. Esta certamente te abrirá um sorriso agradecida. Pouquíssimos os que sabem vesti-la com propriedade e ele a traja suntuosamente. Não há como desvincular uma união por coesão onde aos meus olhos é este justamente o caso. Meu lindo poeta, Gosto quando me descobre sem seguir datas... Gosto das tuas letras sem dia e hora. Gosto desta maneira MUDE de não seguir regras. Gosto da tua chegada despretensiosa, porém evidente e sentida. Gosto desta ausência consentida somente aos poetas... E da saudade que sabe deixar lindamente sem querer. DEFINITIVAMENTE, TE GOSTO !!! Um dos meus melhores vícios: MUDE Sábado, Setembro 04, 2010 ![]() Terça-feira, Agosto 31, 2010 ![]() Quarta-feira, Agosto 25, 2010 ![]() O dia em que souber machucar com a mesma mestria e facilidade que sem o menor constrangimento me fazem sem dúvida não serei eu em essência. Certamente estarei exteriorizando resquícios de cicatrizes que arduamente pelo mérito da vitória assumiram o controle. Feridas depois de cicatrizadas são para permanecerem fechadas. Simplesmente Outono. Domingo, Agosto 15, 2010 ![]() Sou fundamentada em pétalas. Arames retorcidos? Onde? Simplesmente Outono. Quarta-feira, Julho 28, 2010 ![]() Raiva que grita... Raiva que pulsa... Raiva que dói... Raiva que por fim explode calada. A minha. Silêncio estabelecido para assim preservar metade do mundo de minhas ofensas. Nó... Nó delicado... Nó preciso... Nó coeso... Nó retirado de minha garganta e que agora repousa por sobre meus lábios. Tomo por obrigação e direito permanecer atada. Por meu coração pensar aquiesço em prol da prudência, felizmente. Congruente e congênita em sua essência, salvo engano reticente, insólita e dispensável. Corroboro que retornarei, porém não mais a mesma afinal o traje de Fênix por certas vezes me cai muitíssimo bem, como agora, por exemplo. Simplesmente Outono. Quinta-feira, Julho 22, 2010 ![]() Domingo, Julho 04, 2010 ![]() Com muito carinho. Domingo, Junho 27, 2010 ![]() Terça-feira, Junho 08, 2010 ![]() Amadureci. E assim permaneço. É inevitável. Todos um dia caem do pé. Situações muitas vezes vividas apenas por mim conduziram-me a este estágio. Passos lentos onde parar não estava entre as escolhas. Cai do pé, não mais que finalmente. Custou, doeu e segui. Precisava. Era a latência da expressão Michele X Michele. Sinto a serenidade desta maturação quando tomo conhecimento do que nunca foi quiçá uma hipótese se tratando justamente da verdade absoluta. Excluindo a falsa modéstia raramente trajo a burrice, mas em dados momentos acontece. Acontecia. Estar burra pesa, desgasta e cansa. Falo com a propriedade da palavra. Certas situações não deixam dúvida onde despir-se desta veste ganha caráter de obrigação. Verdades ditas da pior forma e geralmente quando menos esperamos faz com que minha parvoíce ganhe o peso de uma pluma onde muito facilmente a deixo espalhada pelo chão. Maturar-se, fica a dica de maneira extremamente particular. Sábado, Maio 29, 2010 ![]() Disse certa vez que sou dada a limites, portanto... Simplesmente Outono. Quarta-feira, Maio 19, 2010 ![]() Corroborar foi o que me restou. Quinta-feira, Maio 13, 2010 ![]() Clarice Lispector. Quarta-feira, Maio 05, 2010 ![]() Caminho rumo a segunda pele. Ainda é pouco. Atinjo à hipoderme. Foi preciso. Denoto tal procedimento como: esboço do insuportável. Não cogito desistir. Por hora cheguei aos músculos. Súplicas me levam ao efeito esperado. Decreto que resquícios e reminiscências sequer em forma de película. E merecidamente, renovo-me em camadas. Simplesmente Outono. Terça-feira, Abril 20, 2010 ![]() Para chegar a um produto final linear e conciso necessito que esta permaneça em constante oscilação entre o latejante e o suportável. De maneira intencionalmente despercebida ouso salpicar minúsculos cristais de efemeridade onde acabam por denotar um satisfatório diferencial ao que me propus a fazer. Simplesmente Outono. Sexta-feira, Abril 16, 2010 ![]() Inopinadas e alcalinas verdades também são ditas em alguma ficção exibida em rede nacional. Propósito: abrangência em maior grau e concordância em alguns casos. Simplesmente Outono. Quarta-feira, Abril 07, 2010 ![]() Sou dada a autenticidades, principalmente sou dada a verdades. Intensa sim, coesa nem sempre. Outorguei tamanha densidade à certeza. Encontro-me com a devida urgência da descoberta. Sinto a pertinente euforia do desconhecido. Notória é a prudência adquirida neste acúmulo de Outonos. Desejo tudo aquilo que ainda não vivi, não senti e não falei. Primar por uma felicidade sentida e não supostamente inventada tornou-se um entusiástico intento. Carrego em mãos a latejante propriedade do que digo. Quebrei a gélida barreira da possibilidade. Ergui lentamente a que atende pelo nome de oportunidade. E de mãos dadas com a tranqüilidade, verto-me em verdades. Quinta-feira, Abril 01, 2010 ![]() Amadurecimento: conseqüência necessária do processo. Tenuidade: atributo indispensável para a precisão da queda. Prova cabal: folhas secas caídas ao chão denotam mais um ciclo encerrado. Intento: atingir a serenidade do dever cumprido. Sabiamente. Predileção: rasgar-me em carne e folhas que por encantamento secas sempre serão. Convicção: o peso do ressecamento traz consigo a magia da renovação. Esta definitivamente não tem preço. Prudência: por muitas vezes "secar" é preciso onde a dor nem sempre carrega a veste de insuportável. Contastação: o patamar do tolerável lhe cabe muitíssimo bem. Simplesmente Outono. Quarta-feira, Março 10, 2010 ![]() Julguei. Ou será que até jurei ser a própria maturidade vestida de Michele quando atingisse este número? Vejo que não sou. Melhor assim. Trajar obrigatoriamente tamanha maturidade pelo simples acúmulo de anos cansa, pesa. Ter que saber agir sempre, absurdo engôdo. Comemoro, sinto e vivo mais este Outono que também atende pelo número acima. Enfim, PARABÉNS exatamente como está escrito. Terça-feira, Março 02, 2010 ![]() Superações e mágoas andaram de mãos dadas em sua maioria. Desafios e surpresas nem sempre superados e tão agradáveis assim. Infinitas dúvidas e certezas, uma perfeita e delicada simbiose. Um pedido: que os melhores sentimentos simplesmente permaneçam onde estão. Simplesmente Outono. Quinta-feira, Fevereiro 25, 2010 ![]() Berro em pensamentos. Ecos de algumas verdades saem despudoradamente pelos meus poros. E segue assim esta alternância vertiginosa entre o constrangimento, a lembrança e a fuga. Enfim, sem muito a dizer quando se trata deste sorvedouro de sentimentos. Os meus. Simplesmente Outono. Ps.: Colocando minha escrita em ordem. Essencial e definitivamente uma prioridade da qual não abro mão. Terça-feira, Fevereiro 16, 2010 ![]() Domingo, Fevereiro 07, 2010 ![]() Causam dor. Respectivos papéis: defesa e reserva. Definindo os acúleos e os espinhos da minha vida. Informação relevante: acúleos são facilmente removidos, enquanto os espinhos, não. Rosas e cactos com seus acúleos e espinhos, respectivamente. Simplesmente Outono. Quarta-feira, Janeiro 13, 2010 ![]() Ainda estimada balzaca, A evidência dos fatos foi exatamente para que não restasse dúvida. É incontestável. Então, porque este ponto de interrogação cruelmente lapidado bem no centro da tua testa? Você viu, sentiu, chorou. Doeu, dói, doerá. Talvez até, eternamente. Suporte e carregue mais uma certeza: que apenas em ti. Tome seu prumo e enxergue a sinuosidade deste caminho. Não há nenhum trecho retilíneo nesta estrada. Nunca houve. Você traçou a mais bela reta desta tua vida e pretendia seguí-la com todas as tuas forças. Ele não. Não é, nunca foi e jamais será teu. Por que não tem que ser, simples assim. Chega ser límpido, visto tamanha transparência que te foi apresentada e não menos sentida. Ele não quis ser. Não quis se mostrar e sequer estabelecer o necessário convívio que uma relação vivida por duas partes exige. Criar o menor vínculo? Sequer uma possibilidade. É e pronto, não foi! Encare a realidade com o peito mais aberto que suportar. É fato que o mundo dele não acabou por isso. E o seu menos ainda. Ele é inabalável. Lembre-se que conheceu o super-homem em carne e osso. Com capa e tudo. Veja: é você quem está impregnada deste vazio pungente e não menos latente prostrado bem no meio do teu peito. E ainda não é suficiente? A dor terá que ser física para que aprenda a qualquer preço? O preço há tempos foi pago indo muitíssimo além do previsto, do permitido e do tolerável. Aceite que possui o teu limite e é justamente nele em que se encontra. Chega, basta, acorda! Apenas ofereça tal aridez que verte notoriamente dos teus poros somente para aos que dela fizerem jus e não a todos que de ti se aproximarem. Monólogo aqui encerrado já que não resta mais nada a ser dito. Quarta-feira, Janeiro 06, 2010 ![]() Quando o inesperado salta aos olhos instala-se à pertinente inércia do momento. A cena transborda uma cumplicidade que supostamente jamais deixou de existir. É estranho foi à definição atribuída por uma das partes. Resta-me: • Uma lamentável e deprimente inquietude. • Uma situação precatada e sinuosa. • Além de uma iminente e eventual verdade. Aguardo o dia em que finalmente minhas palavras voltarão a me pertencer. Simplesmente Outono. Sexta-feira, Janeiro 01, 2010 ![]() Domingo, Dezembro 20, 2009 ![]() Sinto o folhear de capítulos inteiros passando lentamente em todas as mentes ao meu redor. De comum acordo com a tolerância da dor e de maneira extremamente particular todos sem exceção escolhem os de sua preferência. Havia um rascunho esquecido em algum canto. Passou-se a limpo para que a plenitude aliada ao amadurecimento fosse finalmente alcançada. Faço parte de alguns poucos capítulos. Oscilação constante entre uma evidente incerteza e o necessário entendimento. Simplesmente Outono. Quinta-feira, Novembro 26, 2009 ![]() Gosto disso. Doce e deliciosamente insolente. Antes isso. Tenho andado assim. Melhor isso. Entre render-me acerbo. Que seja isso. Enfim, vestindo sentimentos e sentimentalidades... Heureca, finalmente heureca! Sábado, Novembro 21, 2009 ![]() Salvei momentos, pessoas e sentimentos errados no FAVORITOS da minha vida. Botão direito - excluir não foi suficiente. Inúmeros vírus causaram danos chegando bem próximo do considerado irreversível. Como medida de prevenção e segurança a formatação foi indicada. Pouco a pouco a máquina retoma o seu funcionamento. Novos programas, sentimentos, pessoas e amores estão lentamente sendo instalados. De maneira bem remota a opção de reinstalar alguns não está totalmente descartada. Quarta-feira, Novembro 18, 2009 ![]() O fato é que não há nada de bom para ser lembrado. Ponto. Sequer manter guardado meros vestígios do que foi supostamente vivido em sua plenitude. Uma felicidade inventada, ácida, fingida e nociva. Árdua e árida verdade. Esta briga do esquecer completamente não cessa nunca. Este incômodo nato e cansativo é tão inquietante quanto à peleja. É notório o quão foi efêmera esta cumplicidade. Quanto ao título? Certamente uma totalidade que nunca existiu. Moral dessa história: É um não querer lembrar sabendo quase que aos gritos que jamais será esquecido. E ponto final. Domingo, Novembro 15, 2009 ![]() Fizeram com que ele se instalasse. Bem no meio da garganta. Sorvê-las em menor intensidade poderia ter sido uma sugestão. Simplesmente Outono. Sábado, Novembro 07, 2009 ![]() Quando vi era tarde demais. Já estava no chão. Caída, sangrando. Aos pedaços. Simplesmente não senti. Aconteceu! Geral e normalmente é quando menos se espera. E assim foi comigo. Dados os primeiros socorros, surge: Diagnóstico: Alma com politraumatismos. Todos expostos. Evidentes. Órgão lesionado: o coração. Sintomas: Dores com intensidade variável em local e horário previamente não determinado. Indicação: Cirurgia. Os danos em maior escala necessitam de reparo imediato. Prognóstico: Grande chance de cura. Retorno à vida normal em questão de tempo. Basta alternar doses de esforço e boa vontade dia após dia. Tratamento: - De hora em hora ½ comprido de conformismo. - De 6 em 6 horas 02 compridos de brio que também pode ser substituído por amor-próprio, seu genérico e sempre mais em conta. - Em caso de dor intensa 01 comprido de orgulho juntamente com ½ comprimido de bom-senso. Este último também pode ser encontrado em gotas, utilizando assim 30 gotas em meio copo d’água. Doses cavalares foram ministradas propositalmente para que a convalescência aconteça mais rapidamente. Contra-indicação: Em alguns casos podem surgir presença de altruísmo, emoção podendo esta levar ou não ao choro, suposta saudade em virtude do indício de algum momento que valeu a pena guardar, entretanto o arrependimento está totalmente descartado. Não desaparecendo as contra-indicações não será necessário realizar contato médico. Foi comprovado cientificamente por especialistas que com a devida ação do tempo tais sintomas desaparecerão de forma gradativa até cessarem por completo. Profilaxia: Dores sem aviso prévio e reminiscências certamente surgirão, estando dentro da normalidade do caso. Está indicado, então, que todo mês durante um ano o tratamento seja repetido durante 15 dias. Passado este tempo teremos finalmente, a certeza de cura. Tal prazo para profilaxia poderá ser diminuído e/ou até mesmo suspenso dependendo apenas do total empenho do paciente. Quinta-feira, Novembro 05, 2009 ![]() Com a devida inércia que o pensamento comporta. Falo. Desta trágica e simplória inerência. Coesa demais. Notória demais. Convidativa demais. E cansativa na mesma medida. Renego. Sem culpa ou piedade. Concluo. Com minh'alma vertendo em lágrimas. Simplesmente Outono. Sábado, Outubro 31, 2009 ![]() Verdade inimaginável, porém perniciosamente explícita. O gosto acre pouco a pouco se mistura a tantos outros. Um dissabor necessário para a terminante escolha. Despindo-me de certas mágoas. Ou ao menos tentando. Ps.: Até as coisas que duram muito acabam um dia. Simplesmente Outono. Terça-feira, Outubro 27, 2009 ![]() e racional de simplesmente ouvir um EUTEAMO vindo d’alma como há muito tempo não ouço. O que causa tamanho desconforto é saber que em algum momento, ele foi dito. Domingo, Outubro 18, 2009 ![]() Sexta-feira, Outubro 09, 2009 ![]() Se a boca se cala, falam as pontas dos dedos. Sigmund Freud. Quarta-feira, Setembro 30, 2009 ![]() Domingo, Setembro 20, 2009 ![]() Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final... Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesma que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu própria, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.. E lembra-te: “Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.” Fernando Pessoa. Domingo, Agosto 30, 2009 ![]() Como além de outras tantas... Quarta-feira, Agosto 12, 2009 ![]() 1)- Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. 2)- Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas. 3)- ...estou procurando, estou procurando. Estou tentando me entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. 4)- Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca. 5)- Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação. 6)- Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida. 7)- Eu já começara a adivinhar que ele me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. 8)- Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, Depende de quando e como você me vê passar. 9)- É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade. 10)- "Eu te odeio", disse ela para um homem cujo crime único era o de não amá-la. "Eu te odeio", disse muito apressada. Mas não sabia sequer como se fazia. Como cavar na terra até encontrar a água negra, como abrir passagem na terra dura e chegar jamais a si mesma? 11)- Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada. 12)- É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. 13)- Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. É a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros. Segunda-feira, Julho 20, 2009 ![]() Quinta-feira, Julho 02, 2009 ![]() Saul Gorn - Professor. Leio algumas cartas que não foram entregues. Relembro frases que não foram ditas. Pedaços de mim que continham você. Hoje nada muito além de marcas transfiguradas e atenuadas pelo tempo. Esta é a minha verdade. E nela eu acredito. Eu, Simplesmente Outono. Sexta-feira, Junho 19, 2009 ![]() Muitas coisas a serem ditas. Sem o menor pudor eu as diria se de fato valessem à pena. Pessoas, gestos, sentimentos, palavras: somente se fizerem jus a mim. Eu, Simplesmente Outono. Terça-feira, Maio 05, 2009 ![]() Segunda-feira, Abril 27, 2009 ![]() Sábado, Março 14, 2009 ![]() Quando a saudade resolve a todo e a qualquer custo impor sua presença aceite tal imponência, pois lutar contra seria tolice. Exmª. Srª. Saudade lhe concedo o direito de permanecer em minha companhia até que sua ausência seja exigida. Após seu real intento ser atingido digo: o de sugar-me todas as forças que um recomeço exige lhe informo que ainda haverão possibilidades de começar sempre. Eis, que mais uma luta será travada onde as vitórias acontecem por revezamento. Afirmo a esta mesma Srª que conviver com sua presença (quase constante) jamais fez parte dos meus planos, portanto trate de seguir o seu rumo, pois tento dia após dia seguir o meu sem solicitar a "bendita" imposição da sua presença. Eu, Simplesmente Outono. Terça-feira, Março 10, 2009 ![]() Desejo todos os amores não vividos, incluindo os sorrisos que permaneceram guardados, calados, malogrados... Rogo por todas as verdades que nasceram verdades acompanhadas por um “quê” de cumplicidade que traz consigo por si só. Enfim, eis uma mulher que almeja viver tudo que ainda não foi vivido, somado, compartilhado, diminuído por alguns poucos ou vários motivos. Eu, Simplesmente Outono. Segunda-feira, Março 02, 2009 ![]() Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009 ![]() Uma das partes envolvidas não avisou que... Enquanto a parte intensa e verdadeira acreditava, digo o Outono... Ela, a outra parte, apenas sustentava e gerava alimento para o seu ego... Enfim, o que acabou descaracterizando por completo o suposto dia em que a Terra parou. Foi comprovado que mentiras e metades ainda não são capazes de alcançar tal efeito. São lamentáveis as exceções em que os números acabam não sendo mais necessários para o complemento das letras... Esta acaba de se tornar uma delas, onde agora de forma totalmente independente cada um segue o seu caminho... Eu, Simplesmente Outono. Ps.: Despida dos números. Vestindo verdade. Sexta-feira, Fevereiro 13, 2009 ![]() Quando ocorre a deliciosa e inexplicável junção das letras com números o resultado acaba sendo onde mais uma vez foi sentido por todos... Notícia extraordinária: “Hoje mais uma vez foi constatado que a Terra parou por algumas horas sem que houvesse explicação para tal efeito”... E segundo cientistas o fato já está sendo estudado. Eu, Simplesmente Outono. Ps.: "Vestida de números". Sexta-feira, Janeiro 30, 2009 ![]() MORAL DA HISTÓRIA: antes o conformismo de uma ausência comprovada do que a parvoíce de manter um mero capricho da sua imaginação... Eu, Simplesmente Outono. Quinta-feira, Janeiro 22, 2009 ![]() Sábado, Novembro 01, 2008 ![]() Sábado, Outubro 18, 2008 ![]() Domingo, Agosto 31, 2008 ![]() E repleta de ti. Esta tem sido a minha verdade. Eu, Simplesmente Outono. Quinta-feira, Julho 24, 2008 ![]() Domingo, Maio 25, 2008 ![]() Eu, Simplesmente Outono. Segunda-feira, Março 10, 2008 ![]() Esperei. Como esperei. Deveras desejei. Como desejei. Tive medo de que não chegasse. Acreditei que seria a própria maturidade vestida de Michele quando atingisse este número. Hoje vejo que não sou. É até melhor assim, pois poder agir com a inocência de uma criança dói muito menos do que fazer jus da esperteza de um adulto. Esta foi denominada a idade crítica do suposto sexo frágil. Sinonímia que não concordo em gênero, número e grau. Afirmo tal e tamanha discordância da maneira mais veemente que houver. Sexo Frágil? Escolho a hora que assim quero ser definida. Falo dos 30, dos meus 30. Vivi, senti, chorei, ri, calei, escrevi, cantei, li, não fiz nada, fiz o “meu” tudo. Fui grossa, solidária, gentil, apática e também dona da verdade. Ahhh, eu menti. Fiz juras de amor. Encantei-me por pessoas, bichos, coisas, lugares e situações. Questionei o que não merecia, não podia ou até não devia ser questionado. Achei respostas que acabei não gostando. Senti falta de uma religião porém não de Deus. Ele esteve presente sempre. A maturidade faz o sim virar não e vice-versa. Certeza vira dúvida, dúvida vira certeza. Perguntas viram respostas e o tal vice-versa ainda impõe sua presença. Mudei ora o que não queria ora o que devia. Acreditei na mesma ordem e também na ordem contrária. Sonhei com o possível e conquistei o impossível. Amei da pior e da melhor maneira. Fui várias e também única. Muitas vezes ao mesmo tempo. Desejei o que jamais seria meu. Justa e simplesmente porque não era para ser. Fui apenas isso ou até mesmo isso tudo porém estes anos são meus e ninguém tira. Enfim, hoje me darei os PARABÉNS exatamente como está escrito. Terça-feira, Fevereiro 05, 2008 ![]() Cores surgirão, é apenas questão de tempo. Eu, Simplesmente Outono. Sábado, Janeiro 26, 2008 ![]() Sábado, Dezembro 22, 2007 ![]() Quarta-feira, Outubro 10, 2007 ![]() Quinta-feira, Setembro 13, 2007 ![]() Quinta-feira, Julho 19, 2007 ![]() Sábado, Maio 19, 2007 ![]() Terça-feira, Abril 17, 2007 ![]() Sábado, Março 10, 2007 ![]() Pela minha família e pelos meus amigos. Pelas paixões e pelos falsos amores. Pelos ganhos e pelas perdas. Pelas pessoas que conheci e por aquelas que deixei de conhecer. Pelos sonhos desfeitos e ainda mais pelos realizados. Pelas lágrimas e pelos sorrisos. Pelos livros lidos e pelas músicas ouvidas. Por cada sentimento que serviu-me de inspiração ou lamento. Por cada texto sentido e criado. Pelas ousadias realizadas e ainda por tantas outras que me permitirei realizar. Pelo não que virou sim e vice versa. Pelo meu Outono e pelas outras estações que pude sentir vivendo. Pelos erros e acertos. Enfim, obrigada por mais um ano vivido plena e intensamente. Domingo, Fevereiro 11, 2007 ![]() (Ana Carolina / Antônio Villeroy) Os meus passos vão ficar E todo abandono que eu sentia vai passar As folhas pelo chão Que um dia o vento vai levar Meus olhos só verão que tudo poderá mudar Eu voltei por entre as flores da estrada Pra dizer que sem você não há mais nada Quero ter você bem mais que perto Com você eu sinto o céu aberto Daria pra escrever um livro Se eu fosse contar Tudo que passei antes de te encontrar Pego sua mão e peço pra me escutar Seu olhar me diz que você quer me acompanhar. Sábado, Fevereiro 03, 2007 ![]() Confeti para recordar uma infância que desejo de volta... Coloridos e doce na medida exata. Como achamos a medida? Alguém pode me dizer? Quinta-feira, Janeiro 18, 2007 ![]() Se faz doce somente quando optamos para que ela assim seja. Domingo, Dezembro 31, 2006 ![]() Ouvi todas as músicas que desejei. Perdi pessoas que não gostaria jamais de ter perdido. Construí sonhos ainda não realizados. Curti bastante minha mãe. Visitei meus amigos sempre que pude. Conheci pessoas únicas. Conquistei algumas quando não devia. Comecei textos e não terminei. Li bons livros. Ri e chorei. Fui pedida em casamento. Tomei banho de chuva. Fiz novos amigos. Vi alguns filmes mesmo não gostando. Senti saudade o ano inteiro em vários momentos. Fui útil e meu espírito agradece. Também fútil e me arrependi. Descobri amigos que não eram amigos. Comprei passagens para Porto Alegre e cancelei. Conheci o Rafael, a Renata e o Antônio Carlos. E hoje não estão mais entre nós. Superei alguns medos e criei outros. Fiz rir e chorar. Dancei de olhos fechados. Não nadei uma vez sequer. Alguém falou e cumpriu. Fiquei sozinha sempre que precisei. Descobri cabelos brancos e arranquei. Comprei coisinhas de mulher. Cozinhei pouquíssimas vezes. Namorei quem não devia. Meu irmão ficou noivo. Tive que tomar uma grande decisão. Quase não fui à praia. Tive meu melhor amigo sempre por perto. Tive surpresas boas e ruins. Sem dúvida fiz por onde me tornar uma pessoa melhor, revi certos conceitos, aceitei certos erros, descobri qualidades... Quero um 2007 para ser vivido da melhor forma. E isso garanto fazer. Segunda-feira, Novembro 20, 2006 ![]() Carlito Maia - Brasileiro (1924-2002) - publicitário e escritor. Jorge Luis Borges - Argentino (1899-1986) - poeta e escritor. John A. Shedd - Americano (séc. XIX) - advogado. Domingo, Novembro 12, 2006 ![]() Terça-feira, Outubro 17, 2006 ![]() Falta-me algo hoje. Estou aqui nem sei como... Apenas não sei e pronto, porém estou. Meio assim, meio nada, meio tudo. Dizem que pode ser saudade. Eu diria necessidade. Talvez ambos. Quem provém de quem, afinal? Estou certa de que encontro-me entorpecida pelo teu gosto, pela tua pele, por você. Doce e maliciosamente entorpecida. Estou perdida no tempo, no espaço. Não me acho e nem quero. Quero que você me ache. Me acha, vai... Me pega e me invada afinal hoje te permito fazer de mim o que quiser. Faça, por favor... eu deixo, eu quero, eu preciso me conceder a essa entrega submissa. Te quero deliciosamente certa de que não como quis tantos outros pois os outros tinham um lado só, o lado que eles queriam mostrar. Você se mostra inteiro, sombrio e claro, doce e acre, denso e leve, intenso e calmo, enfim sem pudores e sem medo... Te quero nu e te quero cru. Te quero bem e te quero mal. Te quero devasso e te quero anjo. Te quero casto, porém ainda mais, muito mais indecoroso. Te quero menino, tímido, sereno. Te quero homem, descarado, despudorado. Quero te amar em uma cama com pétalas de rosas e lençóis de cetim. Quero te amar com urgência no banco de trás do carro. Quero te amar na lama e ter sua boca com gosto de chuva. Quero te amar na areia da praia e observar teus olhos mirando as estrelas e a lua. Quero teus sonhos, entretanto os pesadelos devem vir pois também os quero. Quero teus amores amados... Ou simplesmente os prazeres de amores. Quero ser teu presente e teu futuro. Quero tuas lembranças, tuas histórias. Adoro teu passado meigo, lascivo, devasso. Adoro o teu preto e o teu branco. Adoro todos os teus lados, frestas, cantos, ângulos, retas e curvas. Te quero assim dessa forma e sem forma exata. Sábado, Outubro 07, 2006 ![]() SAUDADE: dos números. LEMBRANÇA: Ciências Exatas. ANGÚSTIA: querer demais e ser tolhida de forma doída e absurda. PREOCUPAÇÃO: se está bem e feliz. INDECISÃO: ela nem aparece quando o X da questão é você. CERTEZA: desta admiração. INTUIÇÃO: de que ainda nos veremos por aí seja nesta vida ou mesmo nas outras. PRESSENTIMENTO: quando ele aparece arrumo um jeito de obter notícias. VERGONHA: por te querer desta forma e sem forma exata. ANSIEDADE: por te ver mais uma vez e não dizer uma só palavra. INTERESSE: ter você ou me livrar de uma vez por todas. SENTIMENTO: os melhores eu te dou. RAIVA: da cena! TRISTEZA: por ter sido mais uma. FELICIDADE: pelos pucos dias de convivência. DOR: ser de outro querendo ser tua. AMIZADE: além dela, tantos outros sentimentos. CULPA: não me culpo. eu sinto, eu quero e pronto! LUCIDEZ: sempre esteve presente. RAZÃO: foi ela quem decretou o basta! VONTADE: todas, mesmo não podendo. PAIXÃO: passei deste estágio. AMOR: enfim, encontrei a definição... Terça-feira, Setembro 26, 2006 ![]() Já tentei ser mais ou menos... Já tentei subir no muro... Já tentei ter pavio por mais curto que fosse... Já tentei falar em meias palavras... Já tentei viver pela metade... E já tentei até não tentar simplesmente. Pago pra ver todas às vezes. Dou minha cara a tapa e ainda viro o outro lado. É fato: só aprendo assim. Raramente me permito dançar conforme a música. E assim vou indo atrás do bloco e abrindo o meu caminho. Tenho orgulho de mim. E será que tenho mesmo? Surpreender me faz feliz e vice-versa mais ainda. Tiro o time de campo numa boa, entretanto quando perco sento e choro. Agora quando ganho choro mais ainda. Ser intensa tem seu preço e verdadeira custa mais ainda. Enfim, vou pagando enquanto me for permitido. Sendo isso tudo ou mesmo só isso tenho conseguido passar por esta vida deixando meu rastro e infelizmente algumas cicatrizes. Michele, não falemos em cicatrizes ou talvez numa outra hora que não esta. Quarta-feira, Setembro 13, 2006 ![]() Fui tua... Fui tua de alma já que de corpo você ficou me devendo. Ter sido apenas de alma teve que me bastar. Ser também de corpo colocaria tudo a perder. Sua moralidade foi tamanha ao ponto de ficarmos no ora veja!!! Perder o que nunca foi meu... Perder o que já começou perdido... Perder o que não era para ser ganho... Eu já estava perdida... E com isso... Minha alma sente falta da tua... Meu encantamento sente falta do teu... Minha vontade de você não passa... Imoral já éramos, seu tolo! Faltou, porém a melhor e a mais desejada das imoralidades . Falo daquela bem devassa e despudorada, entretanto não menos de alma... Muitas vezes supliquei por ela calada e também aos berros. Fui e ainda sou tua. Agora exijo deixar de ser. Sexta-feira, Setembro 08, 2006 ![]() Domingo, Junho 25, 2006 ![]() Domingo, Abril 09, 2006 ![]() Houve um pacto implícito que rompeste e sem te despedires foste embora. Detonaste o pacto. Detonaste a vida geral, a comum aquiescência de viver e explorar os rumos da obscuridade, sem prazo, sem consulta; sem provocação, até o limite das folhas caídas na hora de cair. Antecipaste a hora. Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas. Que poderias ter feito mais grave do que o ato sem continuação, o ato em si, o ato que não ousamos nem sabemos ousar... porque depois dele não há nada? Tenho razão para sentir saudade de ti, de nossa convivência em falas camaradas, simples apertar de mãos, nem isso, voz modulando sílabas conhecidas e banais, que eram sempre certeza e segurança. Sim tenho saudades. Sim, acuso-te porque fizeste o não previsto nas leis da amizade e da natureza nem nos deixaste sequer o direito de indagar porque o fizeste, porque te foste. Domingo, Fevereiro 19, 2006 Aos poucos que verdadeiramente me conhecem sabem que SIMPLESMENTE ADORO confessar o inconfessável. Me permito ser passada a limpo somente por mim diga-se de passagem e foi isso que acabei fazendo neste necessário desaparecimento. Tirar o time de campo é até prazeroso de vez em quando, entretanto o que não me permito jamais é deixar de jogar. Ficar de fora avaliando a partida rolando faz com que cada jogada seja avaliada para finalmente alcançar o tão sonhado e esperado intento, o gol. Minhas linhas afirmam que tentei ficar com o que há de melhor da Michele, porém alguns defeitos teimaram por permanecer como a ousadia de sempre se mostrar por inteira. Acredito que esta transparência despudorada faz de mim uma pessoa que tem feito falta para algumas outras e deliciosamente isso já faz tudo valer a pena. Aos que julgaram me amar se realmente o tivessem feito jamais teriam me perdido. Sábado, Outubro 29, 2005 ![]() Amiga minha está assim. Feliz por ela, mas para acalmá-la um pouco, enviei-lhe estas velhas idéias. A mulher em estado de paixão é um ser em estado permanente de torcida do Flamengo. Torce mais por ele (o amado) que pela Seleção. Entra no campo, agride o juiz, salta o alambrado, topa qualquer desafio. Só vê a vitória. Vai pro exílio, larga carreira, profissão, conveniência, partido político. Só tem um caminho e uma verdade: a paixão. O resto virá depois. Sem ele, o tudo é nada. É o mais paciente dos seres impacientes. Sempre em estado de "estou pronta" leva anos esperando com uma insuportável e maravilhosa impaciência, exigência, dedicação, entrega, cegueira, vontade de quintais, praias e amarrações que supõe perfeitas e definitivas. Ninguém vive a provisoriedade com tanto sentido de permanência. Ninguém assina em branco e antecipa tantos avais de afeto. Ninguém erra com tanta convicção e decência. Para ela, a única alternativa para o tédio é a paixão. É fera e santa, guerreira e gato, desastrada e genial, capaz de usar fitas; meias coloridas; de enfrentar solidões, distâncias, presenças e furacões pelo ser amado. É o mais regular dos seres irregulares, porque não julga, não pensa, não avalia: sente. E que se danem o mundo, as regras, as regulações, disposições, legislações e tudo aquilo que a mãe ensinou! Que o mundo exploda em flores! Ser de grandezas só vive de migalhas. Entende de lençóis iluminados pela luz do corredor nas noites sem sono, conhece ruídos diferentes de tique-taques e entende de cantores e poetas (escolhidos secretamente). Interpreta as mensagens mais sutis do amado: tom de voz, espaço entre uma e outra frase, fomes dominicais, impressões vagas de cansaço, tédio, alegria ou saudade expressas por fungados, suspiros, desabafos, interjeições, gestos, sons, olhares. Mistura disposição com vontade. Possibilidade com ânsia. Dificuldade com não querer. Em suma: é o mais incapaz dos capazes do que há de melhor, mais lindo, legítimo e verdadeiro. Especialista em pretextos; modista de oportunidades; navegantes de esperanças; tecelã de ternuras; doceira de amarguras. É furacão e chuvisco; exaltação e placidez; adivinhação e alienação; sábia e patusca; maravilha e susto; mãe e mulher; filha e bruxa; santa e desastrada. O único ser que topa qualquer parada não é o herói nem o desesperado: é a mulher apaixonada. CRÔNICA PUBLICADA NO JORNAL O DIA EM 29/10/2005. Domingo, Setembro 11, 2005 ![]() Definir "ousadia" tornou-se algo fácil: pessoa de vinte e muitos anos expondo suas tão íntimas e não menos necessárias linhas e porque também não dizer devaneios numa página pessoal da internet. O que fazer e que critérios usar quando isso a torna uma pessoa plena???... Vou vivendo ora ousada, ora plena, ora frágil, ora simplesmente preta e branca... Certamente não saberia viver sem as letras e também não sem os números. E confesso que assim tem sido bem legal viver. Definir "plenitude" seria esta tal pessoa se permitindo ousar.. ora... ora... Sábado, Agosto 20, 2005 ![]() Quinta-feira, Maio 26, 2005 ![]() Quero e preciso de uma resposta significativa e acima de tudo definitiva: Porque esta mania absurda de falar sempre de amor? Seria eu uma eterna idiota que ainda acredita neste sentimento ou de fato a certa na história é a pessoa que vos escreve? Nesta vida escolhi ser a idiota, talvez na outra ainda assim seja uma idiota. Um dia se assim me for permitido o viverei de maneira sublime e feliz. Como falar de amor é bom... causa sensações e eu adoro sentir... Domingo, Abril 17, 2005 ![]() se de fato sou especial... trate-me como tal também. se não sou absolutamente nada... faça exatamente o que tem feito. agora não venha fingir um amorzinho medíocre porque isso se torna patético. Domingo, Abril 03, 2005 ![]() Hoje quero ser a audácia vestida de Michele... Quero provocar até ouvir tua súplica... Quero ser a melhor de todas as luxúrias e a que se tornará inesquecível... Quero te deixar com o meu gosto e com o meu cheiro. Quero permancer em você... Quero grudar de tal forma na tua pele que onde estiver me levará contigo e todos a tua volta sentirão a minha presença... Serei vista no teu olhar, na tua fala e nos menores gestos. E assim sendo nos restará apenas dois caminhos... Ou você virá ao meu encontro sedento e faminto ou então o ser suplicante deixará de ser você e passarei a contar os dias para finalmente me livrar desse querer. Eu, Simplesmente Outono. Quinta-feira, Março 10, 2005 ![]() Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005 ![]() tua boca, teu cheiro, tuas mãos... teu corpo, tua respiração, teu gosto... teu medo, teu desejo, tua audácia... tua coragem, tua pele, teu jeito... permitido ou proibido.. certo ou errado... com ou sem barba... que saudade! uma admiração quase que instantânea... um entendimento mútuo e inexplicável. um abraço que conforta... protege... e deliciosamente provoca... torna-se suficiente dispensando qualquer outro gesto. que saudade! te adoro de forma única assim como te desejo da mesma maneira. talvez existam outros sentimentos envolvidos sem explicação lógica... e falando nessa tal de lógica ela se encaixa perfeitamente na tua ciência. escolhi o caminho em que a lógica não se faz necessária... ... e mais uma vez: que saudade!!! hoje dispenso assinatura. Sexta-feira, Fevereiro 11, 2005 ![]() Mais uma vez as letras me fazem rumar até você. Tento de todas as formas mudar este percurso, entretanto quando elas tocam o papel ganham vida própria e acabam falando por mim. Ora o que devem... ora o que devem... afinal não possuo o menor domínio sobre elas. Despudorada esta revelação. O que me resta? Seguir apenas a direção já estabelecida. Afirmo lasciva e deliciosamente que minhas letras são tuas.. e será que teus números são meus? Domingo, Janeiro 30, 2005 ![]() Domingo, Janeiro 16, 2005 ![]() Gostar é sentir com a alma, mas expressar os sentimentos depende das idéias de cada um. Condicionamos o amor às nossas necessidades neuróticas e acabamos com ele. Vivemos uma vida tentando fazer com que os outros se responsabilizem pelas nossas necessidades enquanto nós nos abandonamos irresponsavelmente. Queremos ser amados e não nos amamos, queremos ser compreendidos e não nos compreendemos, queremos o apoio dos outros e damos o nosso a eles. Quando nos abandonamos, queremos achar alguém que venha preencher o buraco que nós cavamos. A insatisfação, o vazio interior se transformam na busca contínua de novos relacionamentos, cujos resultados frustrantes se repetirão. Cada um é o único responsável pelas suas próprias necessidades. Só quem se ama pode encontrar em sua vida UM AMOR DE VERDADE. Sábado, Dezembro 25, 2004 ![]() Domingo, Novembro 21, 2004 Sexta-feira, Outubro 22, 2004 ![]() Domingo, Setembro 19, 2004 ![]() Quinta-feira, Agosto 26, 2004 ![]() Que não deveria se chamar amor De tão irreconhecível, tão desconhecido Que não deveria se chamar amor. Poderia se chamar NUVEM Pois muda de formato a cada instante Poderia se chamar TEMPO Porque parece um filme a que nunca assisti antes Poderia se chamar LABIRINTO Pois sinto que não conseguirei escapulir Poderia se chamar AURORA Porque vejo um novo dia que está por vir Poderia se chamar ABISMO Pois é certo que ele não tem fim Poderia se chamar HORIZONTE Que parece linha reta mas sei que não é assim Poderia se chamar PRIMEIRO BEIJO Porque não lembro mais do meu passado Poderia se chamar ÚLTIMO ADEUS Que meu antigo futuro foi abandonado Poderia se chamar UNIVERSO Porque sei que não o conhecerei por inteiro Poderia se chamar PALAVRA LOUCA Que na verdade quer dizer: aventureiro Poderia se chamar SILÊNCIO Porque minha dor é calada e meu desejo é mudo E poderia simplesmente não se chamar Para não significar nada e dar sentido a tudo Domingo, Julho 25, 2004 ![]() Sexta-feira, Junho 04, 2004 ![]() Quinta-feira, Maio 13, 2004 ![]() Quarta-feira, Abril 21, 2004 ![]() Nossa dor não advém das coisas vividas, Mas de coisas que foram sonhadas E não se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, Apenas agradecer por termos conhecido Uma pessoa tão bacana, Que gerou em nós um sentimento intenso E que nos fez companhia por um tempo razoável, Um tempo feliz. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos O que foi desfrutado e passamos a sofrer Pelas nossas projeções irrealizadas, Por todas as cidades que gostaríamos De ter conhecido ao lado do nosso amor E não conhecemos, Por todos os filhos que Gostaríamos de ter compartilhado, E não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, Pela eternidade. Sofremos não porque Nosso trabalho é desgastante e paga pouco, Mas por todas as horas livres Que deixamos de ter para ir ao cinema, Para conversar com um amigo, Para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe É impaciente conosco, Mas por todos os momentos em que Poderíamos estar confidenciando a ela Nossas mais profundas angústias Se ela estivesse interessada Em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, Mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, Mas porque o futuro está sendo Confiscado de nós, Impedindo assim que mil aventuras Nos aconteçam, Todas aquelas com as quais sonhamos e Nunca chegamos a experimentar. Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, Mais me convenço de que o Desperdício da vida Está no amor que não damos, Nas forças que não usamos, Na prudência egoísta que nada arrisca, E que, esquivando-se do sofrimento, Perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional. Domingo, Abril 04, 2004 ![]() Numa pequena cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o bobo ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas - uma grande de quatrocentos réis e outra menor, de dois mil réis. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos. Eu sei, respondeu o tolo - ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda. Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa. Uma delas: quem parece idiota, nem sempre é. Quais eram os verdadeiros tolos nesta história? A conclusão mais interessante é a percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não tem uma boa opinião ao nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas o que realmente somos. Quinta-feira, Março 18, 2004 ![]() Não importa onde você parou ou em que momento da vida você cansou. Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo. É renovar as esperanças. E eu pergunto: sofreu muito nesse período? Foi a dor do aprendizado... Chorou muito? Foi a limpeza da alma... Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las... Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora... Pois é... agora é hora de reiniciar, de encontrar prazer nas coisas simples... Um corte de cabelo, um novo curso ou aquele velho desejo de aprender a pintar,desenhar, dominar o computador. Olha quantos desafios, quantas coisas novas te esperando! Está se sentindo sozinho? Besteira, tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento". Tem tanta gente esperando apenas um sorriso para chegar perto de você. Recomeçar!! Hoje é um bom dia para começar novos desafios. Onde você quer chegar? Sonhe alto! Queira o melhor do melhor! Pensando assim, trazemos aquele que desejamos. Se pensarmos pequeno, coisas pequenas teremos. Tire o dia para uma faxina mental! Jogue fora tudo que te prende ao passado: fotos, roupas, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados. Esvazie seu coração! Fique pronto para a vida, para um novo amor. Lembre-se: somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes. Afinal de contas, nós somos o amor. "Sou do tamanho daquilo que vejo e não do tamanho da minha altura." Segunda-feira, Março 15, 2004 ![]() O amor e a saudade Não há regras... Não há controle... Apenas acontece!! Você não consegue resistir Por mais que tente fugir Ele chega pra você... Este amor que lhe tem de ser!! Não há distância que impeça... Não há ausência que afaste... Apenas acontece!! Você não consegue deixar de sentir Por mais que tente impedir Ela fica em você... Esta saudade que lhe faz sofrer!! E assim... O amor e a saudade Vão caminhando Crescendo...se avolumando Juntamente com a esperança... Esta esperança que faz acreditar Na realização desse amor Um amor que parece Impossível de acontecer... Mas se lhe está destinado No momento certo você vai viver! E a saudade?? Já não vai mais existir Já não vai mais fazer sofrer Enfim serei sua, E você será meu!!
![]() Sexta-feira, Março 12, 2004 ![]() Quinta-feira, Março 11, 2004 ![]() João era o tipo do cara que você gostaria de conhecer. Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo de positivo para dizer. Quando alguém lhe perguntava como ele estava, a resposta seria algo: - Se melhorar estraga. Ele era um gerente especial pois seus garçons o seguiam de restaurante em restaurante apenas pelas suas atitudes. Ele era um motivador nato. Se um colaborador estava tendo um dia ruim, João estava sempre dizendo como ver o lado positivo da situação. Fiquei tão curioso com seu estilo de vida que um dia lhe perguntei: - Você não pode ser uma pessoa tão positiva todo o tempo. Como você faz isso? Ele me respondeu: - A cada manhã ao acordar digo para mim mesmo, João, você tem duas escolhas hoje. Pode ficar de bom humor ou de mau humor. Eu escolho ficar de bom humor. Cada vez que algo de ruim acontece, posso escolher bancar a vítima ou aprender alguma coisa com o ocorrido. Eu escolho aprender algo. Toda vez que alguém reclamar, posso escolher aceitar a reclamação ou mostrar o lado positivo da vida. - certo, mas não é fácil, argumentei: - É fácil, disse-me João. A vida é feita de escolhas. Quando você examina a fundo, toda a situação sempre há uma escolha. Você escolhe como reagir às situações. Você escolhe como as pessoas afetarão o seu humor. É sua a escolha de como viver a sua vida. Eu pensei sobre o que João disse, e sempre lembrava dele quando fazia uma escolha. Anos mais tarde soube que João cometera um erro, deixando a porta de serviço aberta. Pela manhã foi rendido por assaltantes. Dominado, enquanto tentava abrir o cofre, sua mão, tremendo de nervosismo, desfez a combinação do segredo. Os ladrões entraram em pânico e atiraram nele. Por sorte ele foi encontrado a tempo de ser socorrido e levado para um hospital. Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, teve alta ainda com fragmentos de balas alojadas pelo corpo. Encontrei João mais ou menos por acaso. Quando lhe perguntei como estava, respondeu: - Se melhorar estraga. Contou-me o que havia acontecido perguntando: - Quer ver minhas cicatrizes? Recusei ver seus antigos ferimentos mas perguntei-lhe o que havia passado em sua mente na ocasião do assalto. - A primeira coisa que pensei foi que deveria ter trancado a porta de trás, respondeu. Então deitado no chão, ensangüentado, lembrei que tinha duas escolhas: poderia viver ou morrer. Escolhi viver. - Você não estava com medo? perguntei. - Os paramédicos foram ótimos. Eles me diziam que tudo ia dar certo e que eu ia ficar bom. Mas quando entrei na sala de emergência e vi a expressão dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado. Em seus lábios eu lia: "esse aí já era". Decidi então que tinha que fazer algo. - O que você fez? perguntei: - Bem, havia uma enfermeira que fazia muitas perguntas. Me perguntou se eu era alérgico a alguma coisa. Eu respondi: "sim". Todos pararam para ouvir minha resposta: Tomei fôlego e gritei: "- sou alérgico a balas"! Entre risadas lhes disse: - "- Eu estou escolhendo viver, operem-me como um ser vivo, não morto". - João sobreviveu graças à persistência dos médicos, mas também graças a sua atitude. Aprendi que todo dia temos a opção de viver plenamente. - Afinal de contas, "ATITUDE É TUDO". Quarta-feira, Março 10, 2004 ![]() Terça-feira, Março 09, 2004 ![]() Era uma vez um anjinho, muito distraído, chamado Amorel. Ele recebeu uma incumbência de Deus: "Amorel, acabo de inventar os humanos, eles estão classificados como homem e mulher. Cada um tem seu par e já estão todos alinhados de par em par. Pegue esta bandeja de humanos e leve para que eles habitem a Terra". Amorel, ficou contente, pois há muito tempo o Senhor não o chamava para tão nobre trabalho. O anjinho pegou a bandeja e ao virar uma esquina lá no céu, trombou com uma anjinha chamada Amanda. A bandeja voou longe, e todos os casais de humanos se misturaram. Amorel e Amanda ficaram desesperados e foram contar para Deus o ocorrido. O Senhor falou: Vocês derrubaram, vocês juntarão! Porém, parece que Deus se esqueceu que os anjinhos eram distraídos. E é por isso que a cada dia os casais se juntam e se separam. Os dois anjinhos, trabalham incessantemente para que os casais originais se encontrem. O trabalho é muito difícil, tanto é que por muitas vezes eles juntam casais errados, pois os humanos espalhados ficam inquietos e cobram o serviço dos anjinhos o tempo todo. Quando os humanos se mostram muito desesperados, os anjinhos unem dois desesperados, mas logo depois percebem o engano e os separaram. E, por muitas vezes, está separação é brusca, pois não se tem tempo a perder. Recebi um bilhete dos dois anjinhos e vou mandar pra você agora: "Se você é um humano, queremos pedir desculpas pela nossa distração, pois errar não é só humano! Estamos trabalhando com empenho, porém, sempre contando com a ajuda de vocês. Não se desesperem mas também, não se isolem, tentem se mostrar realmente, quem é cada um de vocês, pois a medida que cada um mostrar o que é de verdade, vai tornar o nosso trabalho mais fácil. Aproveitamos a oportunidade, para nos desculpar pelas separações abruptas, sabemos que elas geram muito transtorno, mas se nós o separamos de alguém, é por que em algum canto vimos alguém bem mais parecido e por isso precisamos isolá-los para facilitar o encontro. Segunda-feira, Março 08, 2004 ![]() A mulher é o único ser da criação que abriga dentro de si, um templo. Só ela sabe ser Deusa e ser Santa, ser Rainha e ser Mulher, Ser forte quando precisa, e ser frágil quando quer. Mulher que gera vidas, e cria a humanidade. Que sabe ser estrela, e sabe ser saudade. Só ela sabe ser mulher e ser menina, ser sedutora e ser seduzida. Ela é Luz quando brilha, é paz quando acalma e tranqüiliza. Ela é música quando é alegria, é ritmo vibrante quando improvisa. Ela é tempestade quando chora, ou um Vulcão quando Ama. Ela sofre discriminação, é incompreendida,mas sabe superar. Sofre preconceitos, tem lá os seus defeitos,mas sabe perdoar. É mulher e é amante, é companheira e é guerreira, Ela pode até perder a luta, mas nunca perde os seus ideais... Ela pode até perder os seus amores, mas nunca desiste de sonhar. É feminina, sensível, amável, sem perder a força. Ela é ternura quando envolve, é segredo quando encanta. Assim como a lua, ela tem as suas fases, todas imprevisíveis, todas incomunicáveis. A mulher é o maior de todos os mistérios, que alguns ainda não conseguiram desvendar. Desconheço o autor. Quinta-feira, Março 04, 2004 ![]() A rua estava fria. Era sábado ao anoitecer mas eu estava chegando e não saindo. Passei no bar e comprei um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iriam passar a noite comigo. A porta se fechou como uma despedida para a rua, mas aporta sempre se fechava assim. Ela se fechou com um som abafado e rouco. Mas era sempre assim que ela se fechava. Um som que parecia o adeus de um condenado. Mas a porta simplesmente se fechara e ela sempre se fechava assim. Todos os dias ela se fechava assim. Acender o fogo, esquentar o arroz, fritar um ovo. A gordura espirra ferindo minhas mãos. A comida estava boa. Estava realmente boa, embora tenha ficado quase a metade no prato. Havia uma casquinha de ovo e pensei em pedir-me desculpas por isso. Sorri com esse pensamento. Acho que sorri. Devo ter sorrido. Era só uma casquinha. Busquei no silêncio da copa algum inseto mas eles já haviam todos adormecidos para a manhã de domingo. Então eu falei em voz alta. Precisa ouvir alguma coisa e falei em voz alta. Foi só uma frase banal. Se houvesse alguém perto diria que eu estava ficando doido. Eu sorriria. Mas não havia ninguém. Eu podia dizer o que quisesse. Não havia ninguém para me ouvir. Eu podia rolar no chão, ficar nu, arrancar os cabelos, gemer, chorar, soluçar, perder a fala, não havia ninguém para me ver. Ninguém para me ouvir. Não havia ninguém. Eu podia até morrer. De manhã o padeiro me perguntou se estava tudo bom. Eu sorri e disse que estava. Na rua o vizinho me perguntou se estava tudo certo. Eu disse que sim e sorri. Também meu patrão me perguntou e eu sorrindo disse que sim. Veio a tarde e meu primo me perguntou se estava tudo em paz e eu sorri dizendo que estava. Depois uma conhecida me perguntou se estava tudo azul e eu sorri e disse que sim, estava, tudo azul. Terça-feira, Março 02, 2004 ![]() O oposto. A combinação. Segunda-feira, Março 01, 2004 ![]() Sexta-feira, Fevereiro 20, 2004 ![]() Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004 ![]() Quarta-feira, Fevereiro 18, 2004 ![]()
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