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Domingo, Fevereiro 07, 2010 ![]() Meu papel, por enquanto: ser a sombra do melhor, com todo meu orgulho. Quarta-feira, Janeiro 13, 2010 ![]() Ainda estimada balzaca, A evidência dos fatos foi exatamente para que não restasse dúvida. É incontestável. Então, porque este ponto de interrogação cruelmente lapidado bem no centro da tua testa? Você viu, sentiu, chorou. Doeu, dói, doerá. Talvez até, eternamente. Suporte e carregue mais uma certeza: que apenas em ti. Tome seu prumo e enxergue a sinuosidade deste caminho. Não há nenhum trecho retilíneo nesta estrada. Nunca houve. Você traçou a mais bela reta desta tua vida e pretendia seguí-la com todas as tuas forças. Ele não. Não é, nunca foi e jamais será teu. Por que não tem que ser, simples assim. Chega ser límpido, visto tamanha transparência que te foi apresentada e não menos sentida. Ele não quis ser. Não quis se mostrar e sequer estabelecer o necessário convívio que uma relação vivida por duas partes exige. Criar o menor vínculo? Sequer uma possibilidade. É e pronto, não foi! Encare a realidade com o peito mais aberto que suportar. É fato que o mundo dele não acabou por isso. E o seu menos ainda. Ele é inabalável. Lembre-se que conheceu o super-homem em carne e osso. Com capa e tudo. Veja: é você quem está impregnada deste vazio pungente e não menos latente prostrado bem no meio do teu peito. E ainda não é suficiente? A dor terá que ser física para que aprenda a qualquer preço? O preço há tempos foi pago indo muitíssimo além do previsto, do permitido e do tolerável. Aceite que possui o teu limite e é justamente nele em que se encontra. Chega, basta, acorda! Apenas ofereça tal aridez que verte notoriamente dos teus poros somente para aos que dela fizerem jus e não a todos que de ti se aproximarem. Monólogo aqui encerrado já que não resta mais nada a ser dito. Quarta-feira, Janeiro 06, 2010 ![]() Quando o inesperado salta aos olhos instala-se à pertinente inércia do momento. A cena transborda uma cumplicidade que supostamente jamais deixou de existir. É estranho foi à definição atribuída por uma das partes. Resta-me: • Uma lamentável e deprimente inquietude. • Uma situação precatada e sinuosa. • Além de uma iminente e eventual verdade. Aguardo o dia em que finalmente minhas palavras voltarão a me pertencer. Simplesmente Outono. Sexta-feira, Janeiro 01, 2010 ![]() Domingo, Dezembro 20, 2009 ![]() Sinto o folhear de capítulos inteiros passando lentamente em todas as mentes ao meu redor. De comum acordo com a tolerância da dor e de maneira extremamente particular todos sem exceção escolhem os de sua preferência. Havia um rascunho esquecido em algum canto. Passou-se a limpo para que a plenitude aliada ao amadurecimento fosse finalmente alcançada. Faço parte de alguns poucos capítulos. Oscilação constante entre uma evidente incerteza e o necessário entendimento. Simplesmente Outono. Quinta-feira, Novembro 26, 2009 ![]() Gosto disso. Doce e deliciosamente insolente. Antes isso. Tenho andado assim. Melhor isso. Entre render-me acerbo. Que seja isso. Enfim, vestindo sentimentos e sentimentalidades... Heureca, finalmente heureca! Sábado, Novembro 21, 2009 ![]() Salvei momentos, pessoas e sentimentos errados no FAVORITOS da minha vida. Botão direito - excluir não foi suficiente. Inúmeros vírus causaram danos chegando bem próximo do considerado irreversível. Como medida de prevenção e segurança a formatação foi indicada. Pouco a pouco a máquina retoma o seu funcionamento. Novos programas, sentimentos, pessoas e amores estão lentamente sendo instalados. De maneira bem remota a opção de reinstalar alguns não está totalmente descartada. Quarta-feira, Novembro 18, 2009 ![]() O fato é que não há nada de bom para ser lembrado. Ponto. Sequer manter guardado meros vestígios do que foi supostamente vivido em sua plenitude. Uma felicidade inventada, ácida, fingida e nociva. Árdua e árida verdade. Esta briga do esquecer completamente não cessa nunca. Este incômodo nato e cansativo é tão inquietante quanto à peleja. É notório o quão foi efêmera esta cumplicidade. Quanto ao título? Certamente uma totalidade que nunca existiu. Moral dessa história: É um não querer lembrar sabendo quase que aos gritos que jamais será esquecido. E ponto final. Domingo, Novembro 15, 2009 ![]() Fizeram com que ele se instalasse. Bem no meio da garganta. Sorvê-las em menor intensidade poderia ter sido uma sugestão. Simplesmente Outono. Sábado, Novembro 07, 2009 ![]() Quando vi era tarde demais. Já estava no chão. Caída, sangrando. Aos pedaços. Simplesmente não senti. Aconteceu! Geral e normalmente é quando menos se espera. E assim foi comigo. Dados os primeiros socorros, surge: Diagnóstico: Alma com politraumatismos. Todos expostos. Evidentes. Órgão lesionado: o coração. Sintomas: Dores com intensidade variável em local e horário previamente não determinado. Indicação: Cirurgia. Os danos em maior escala necessitam de reparo imediato. Prognóstico: Grande chance de cura. Retorno à vida normal em questão de tempo. Basta alternar doses de esforço e boa vontade dia após dia. Tratamento: - De hora em hora ½ comprido de conformismo. - De 6 em 6 horas 02 compridos de brio que também pode ser substituído por amor-próprio, seu genérico e sempre mais em conta. - Em caso de dor intensa 01 comprido de orgulho juntamente com ½ comprimido de bom-senso. Este último também pode ser encontrado em gotas, utilizando assim 30 gotas em meio copo d’água. Doses cavalares foram ministradas propositalmente para que a convalescência aconteça mais rapidamente. Contra-indicação: Em alguns casos podem surgir presença de altruísmo, emoção podendo esta levar ou não ao choro, suposta saudade em virtude do indício de algum momento que valeu a pena guardar, entretanto o arrependimento está totalmente descartado. Não desaparecendo as contra-indicações não será necessário realizar contato médico. Foi comprovado cientificamente por especialistas que com a devida ação do tempo tais sintomas desaparecerão de forma gradativa até cessarem por completo. Profilaxia: Dores sem aviso prévio e reminiscências certamente surgirão, estando dentro da normalidade do caso. Está indicado, então, que todo mês durante um ano o tratamento seja repetido durante 15 dias. Passado este tempo teremos finalmente, a certeza de cura. Tal prazo para profilaxia poderá ser diminuído e/ou até mesmo suspenso dependendo apenas do total empenho do paciente. Quinta-feira, Novembro 05, 2009 ![]() Com a devida inércia que o pensamento comporta. Falo. Desta trágica e simplória inerência. Coesa demais. Notória demais. Convidativa demais. E cansativa na mesma medida. Renego. Sem culpa ou piedade. Concluo. Com minh'alma vertendo em lágrimas. Simplesmente Outono. Sábado, Outubro 31, 2009 ![]() Verdade inimaginável, porém perniciosamente explícita. O gosto acre pouco a pouco se mistura a tantos outros. Um dissabor necessário para a terminante escolha. Despindo-me de certas mágoas. Ou ao menos tentando. Ps.: Até as coisas que duram muito acabam um dia. Simplesmente Outono. Terça-feira, Outubro 27, 2009 ![]() e racional de simplesmente ouvir um EUTEAMO vindo d’alma como há muito tempo não ouço. O que causa tamanho desconforto é saber que em algum momento, ele foi dito. Domingo, Outubro 18, 2009 ![]() Sexta-feira, Outubro 09, 2009 ![]() Se a boca se cala, falam as pontas dos dedos. Sigmund Freud. Quarta-feira, Setembro 30, 2009 ![]() Domingo, Setembro 20, 2009 ![]() Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final... Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesma que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu própria, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.. E lembra-te: “Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.” Fernando Pessoa. Domingo, Agosto 30, 2009 ![]() Como além de outras tantas... Quarta-feira, Agosto 12, 2009 ![]() 1)- Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. 2)- Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas. 3)- ...estou procurando, estou procurando. Estou tentando me entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. 4)- Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca. 5)- Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação. 6)- Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida. 7)- Eu já começara a adivinhar que ele me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. 8)- Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, Depende de quando e como você me vê passar. 9)- É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade. 10)- "Eu te odeio", disse ela para um homem cujo crime único era o de não amá-la. "Eu te odeio", disse muito apressada. Mas não sabia sequer como se fazia. Como cavar na terra até encontrar a água negra, como abrir passagem na terra dura e chegar jamais a si mesma? 11)- Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada. 12)- É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. 13)- Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. É a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros. Segunda-feira, Julho 20, 2009 ![]() Quinta-feira, Julho 02, 2009 ![]() Saul Gorn - Professor. Leio algumas cartas que não foram entregues. Relembro frases que não foram ditas. Pedaços de mim que continham você. Hoje nada muito além de marcas transfiguradas e atenuadas pelo tempo. Esta é a minha verdade. E nela eu acredito. Eu, Simplesmente Outono. Sexta-feira, Junho 19, 2009 ![]() Muitas coisas a serem ditas. Sem o menor pudor eu as diria se de fato valessem à pena. Pessoas, gestos, sentimentos, palavras: somente se fizerem jus a mim. Eu, Simplesmente Outono. Terça-feira, Maio 05, 2009 ![]() Segunda-feira, Abril 27, 2009 ![]() Sábado, Março 14, 2009 ![]() Quando a saudade resolve a todo e a qualquer custo impor sua presença aceite tal imponência, pois lutar contra seria tolice. Exmª. Srª. Saudade lhe concedo o direito de permanecer em minha companhia até que sua ausência seja exigida. Após seu real intento ser atingido digo: o de sugar-me todas as forças que um recomeço exige lhe informo que ainda haverão possibilidades de começar sempre. Eis, que mais uma luta será travada onde as vitórias acontecem por revezamento. Afirmo a esta mesma Srª que conviver com sua presença (quase constante) jamais fez parte dos meus planos, portanto trate de seguir o seu rumo, pois tento dia após dia seguir o meu sem solicitar a "bendita" imposição da sua presença. Eu, Simplesmente Outono. Terça-feira, Março 10, 2009 ![]() Desejo todos os amores não vividos, incluindo os sorrisos que permaneceram guardados, calados, malogrados... Rogo por todas as verdades que nasceram verdades acompanhadas por um “quê” de cumplicidade que traz consigo por si só. Enfim, eis uma mulher que almeja viver tudo que ainda não foi vivido, somado, compartilhado, diminuído por alguns poucos ou vários motivos. Eu, Simplesmente Outono. Segunda-feira, Março 02, 2009 ![]() Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009 ![]() Uma das partes envolvidas não avisou que... Enquanto a parte intensa e verdadeira acreditava, digo o Outono... Ela, a outra parte, apenas sustentava e gerava alimento para o seu ego... Enfim, o que acabou descaracterizando por completo o suposto dia em que a Terra parou. Foi comprovado que mentiras e metades ainda não são capazes de alcançar tal efeito. São lamentáveis as exceções em que os números acabam não sendo mais necessários para o complemento das letras... Esta acaba de se tornar uma delas, onde agora de forma totalmente independente cada um segue o seu caminho... Eu, Simplesmente Outono. Ps.: Despida dos números. Vestindo verdade. Sexta-feira, Fevereiro 13, 2009 ![]() Quando ocorre a deliciosa e inexplicável junção das letras com números o resultado acaba sendo onde mais uma vez foi sentido por todos... Notícia extraordinária: “Hoje mais uma vez foi constatado que a Terra parou por algumas horas sem que houvesse explicação para tal efeito”... E segundo cientistas o fato já está sendo estudado. Eu, Simplesmente Outono. Ps.: "Vestida de números". Sexta-feira, Janeiro 30, 2009 ![]() MORAL DA HISTÓRIA: antes o conformismo de uma ausência comprovada do que a parvoíce de manter um mero capricho da sua imaginação... Eu, Simplesmente Outono. Quinta-feira, Janeiro 22, 2009 ![]() Sábado, Novembro 01, 2008 ![]() Sábado, Outubro 18, 2008 ![]() Domingo, Agosto 31, 2008 ![]() E repleta de ti. Esta tem sido a minha verdade. Eu, Simplesmente Outono. Quinta-feira, Julho 24, 2008 ![]() Domingo, Maio 25, 2008 ![]() Eu, Simplesmente Outono. Segunda-feira, Março 10, 2008 ![]() Esperei. Como esperei. Deveras desejei. Como desejei. Tive medo de que não chegasse. Acreditei que seria a própria maturidade vestida de Michele quando atingisse este número. Hoje vejo que não sou. É até melhor assim, pois poder agir com a inocência de uma criança dói muito menos do que fazer jus da esperteza de um adulto. Esta foi denominada a idade crítica do suposto sexo frágil. Sinonímia que não concordo em gênero, número e grau. Afirmo tal e tamanha discordância da maneira mais veemente que houver. Sexo Frágil? Escolho a hora que assim quero ser definida. Falo dos 30, dos meus 30. Vivi, senti, chorei, ri, calei, escrevi, cantei, li, não fiz nada, fiz o “meu” tudo. Fui grossa, solidária, gentil, apática e também dona da verdade. Ahhh, eu menti. Fiz juras de amor. Encantei-me por pessoas, bichos, coisas, lugares e situações. Questionei o que não merecia, não podia ou até não devia ser questionado. Achei respostas que acabei não gostando. Senti falta de uma religião porém não de Deus. Ele esteve presente sempre. A maturidade faz o sim virar não e vice-versa. Certeza vira dúvida, dúvida vira certeza. Perguntas viram respostas e o tal vice-versa ainda impõe sua presença. Mudei ora o que não queria ora o que devia. Acreditei na mesma ordem e também na ordem contrária. Sonhei com o possível e conquistei o impossível. Amei da pior e da melhor maneira. Fui várias e também única. Muitas vezes ao mesmo tempo. Desejei o que jamais seria meu. Justa e simplesmente porque não era para ser. Fui apenas isso ou até mesmo isso tudo porém estes anos são meus e ninguém tira. Enfim, hoje me darei os PARABÉNS exatamente como está escrito. Terça-feira, Fevereiro 05, 2008 ![]() Cores surgirão, é apenas questão de tempo. Eu, Simplesmente Outono. Sábado, Janeiro 26, 2008 ![]() Sábado, Dezembro 22, 2007 ![]() Quarta-feira, Outubro 10, 2007 ![]() Quinta-feira, Setembro 13, 2007 ![]() Quinta-feira, Julho 19, 2007 ![]() Sábado, Maio 19, 2007 ![]() Terça-feira, Abril 17, 2007 ![]() Sábado, Março 10, 2007 ![]() Pela minha família e pelos meus amigos. Pelas paixões e pelos falsos amores. Pelos ganhos e pelas perdas. Pelas pessoas que conheci e por aquelas que deixei de conhecer. Pelos sonhos desfeitos e ainda mais pelos realizados. Pelas lágrimas e pelos sorrisos. Pelos livros lidos e pelas músicas ouvidas. Por cada sentimento que serviu-me de inspiração ou lamento. Por cada texto sentido e criado. Pelas ousadias realizadas e ainda por tantas outras que me permitirei realizar. Pelo não que virou sim e vice versa. Pelo meu Outono e pelas outras estações que pude sentir vivendo. Pelos erros e acertos. Enfim, obrigada por mais um ano vivido plena e intensamente. Domingo, Fevereiro 11, 2007 ![]() (Ana Carolina / Antônio Villeroy) Os meus passos vão ficar E todo abandono que eu sentia vai passar As folhas pelo chão Que um dia o vento vai levar Meus olhos só verão que tudo poderá mudar Eu voltei por entre as flores da estrada Pra dizer que sem você não há mais nada Quero ter você bem mais que perto Com você eu sinto o céu aberto Daria pra escrever um livro Se eu fosse contar Tudo que passei antes de te encontrar Pego sua mão e peço pra me escutar Seu olhar me diz que você quer me acompanhar. Sábado, Fevereiro 03, 2007 ![]() Confeti para recordar uma infância que desejo de volta... Coloridos e doce na medida exata. Como achamos a medida? Alguém pode me dizer? Quinta-feira, Janeiro 18, 2007 ![]() Se faz doce somente quando optamos para que ela assim seja. Domingo, Dezembro 31, 2006 ![]() Ouvi todas as músicas que desejei. Perdi pessoas que não gostaria jamais de ter perdido. Construí sonhos ainda não realizados. Curti bastante minha mãe. Visitei meus amigos sempre que pude. Conheci pessoas únicas. Conquistei algumas quando não devia. Comecei textos e não terminei. Li bons livros. Ri e chorei. Fui pedida em casamento. Tomei banho de chuva. Fiz novos amigos. Vi alguns filmes mesmo não gostando. Senti saudade o ano inteiro em vários momentos. Fui útil e meu espírito agradece. Também fútil e me arrependi. Descobri amigos que não eram amigos. Comprei passagens para Porto Alegre e cancelei. Conheci o Rafael, a Renata e o Antônio Carlos. E hoje não estão mais entre nós. Superei alguns medos e criei outros. Fiz rir e chorar. Dancei de olhos fechados. Não nadei uma vez sequer. Alguém falou e cumpriu. Fiquei sozinha sempre que precisei. Descobri cabelos brancos e arranquei. Comprei coisinhas de mulher. Cozinhei pouquíssimas vezes. Namorei quem não devia. Meu irmão ficou noivo. Tive que tomar uma grande decisão. Quase não fui à praia. Tive meu melhor amigo sempre por perto. Tive surpresas boas e ruins. Sem dúvida fiz por onde me tornar uma pessoa melhor, revi certos conceitos, aceitei certos erros, descobri qualidades... Quero um 2007 para ser vivido da melhor forma. E isso garanto fazer. Segunda-feira, Novembro 20, 2006 ![]() Carlito Maia - Brasileiro (1924-2002) - publicitário e escritor. Jorge Luis Borges - Argentino (1899-1986) - poeta e escritor. John A. Shedd - Americano (séc. XIX) - advogado. Domingo, Novembro 12, 2006 ![]() Terça-feira, Outubro 17, 2006 ![]() Falta-me algo hoje. Estou aqui nem sei como... Apenas não sei e pronto, porém estou. Meio assim, meio nada, meio tudo. Dizem que pode ser saudade. Eu diria necessidade. Talvez ambos. Quem provém de quem, afinal? Estou certa de que encontro-me entorpecida pelo teu gosto, pela tua pele, por você. Doce e maliciosamente entorpecida. Estou perdida no tempo, no espaço. Não me acho e nem quero. Quero que você me ache. Me acha, vai... Me pega e me invada afinal hoje te permito fazer de mim o que quiser. Faça, por favor... eu deixo, eu quero, eu preciso me conceder a essa entrega submissa. Te quero deliciosamente certa de que não como quis tantos outros pois os outros tinham um lado só, o lado que eles queriam mostrar. Você se mostra inteiro, sombrio e claro, doce e acre, denso e leve, intenso e calmo, enfim sem pudores e sem medo... Te quero nu e te quero cru. Te quero bem e te quero mal. Te quero devasso e te quero anjo. Te quero casto, porém ainda mais, muito mais indecoroso. Te quero menino, tímido, sereno. Te quero homem, descarado, despudorado. Quero te amar em uma cama com pétalas de rosas e lençóis de cetim. Quero te amar com urgência no banco de trás do carro. Quero te amar na lama e ter sua boca com gosto de chuva. Quero te amar na areia da praia e observar teus olhos mirando as estrelas e a lua. Quero teus sonhos, entretanto os pesadelos devem vir pois também os quero. Quero teus amores amados... Ou simplesmente os prazeres de amores. Quero ser teu presente e teu futuro. Quero tuas lembranças, tuas histórias. Adoro teu passado meigo, lascivo, devasso. Adoro o teu preto e o teu branco. Adoro todos os teus lados, frestas, cantos, ângulos, retas e curvas. Te quero assim dessa forma e sem forma exata. Sábado, Outubro 07, 2006 ![]() SAUDADE: dos números. LEMBRANÇA: Ciências Exatas. ANGÚSTIA: querer demais e ser tolhida de forma doída e absurda. PREOCUPAÇÃO: se está bem e feliz. INDECISÃO: ela nem aparece quando o X da questão é você. CERTEZA: desta admiração. INTUIÇÃO: de que ainda nos veremos por aí seja nesta vida ou mesmo nas outras. PRESSENTIMENTO: quando ele aparece arrumo um jeito de obter notícias. VERGONHA: por te querer desta forma e sem forma exata. ANSIEDADE: por te ver mais uma vez e não dizer uma só palavra. INTERESSE: ter você ou me livrar de uma vez por todas. SENTIMENTO: os melhores eu te dou. RAIVA: da cena! TRISTEZA: por ter sido mais uma. FELICIDADE: pelos pucos dias de convivência. DOR: ser de outro querendo ser tua. AMIZADE: além dela, tantos outros sentimentos. CULPA: não me culpo. eu sinto, eu quero e pronto! LUCIDEZ: sempre esteve presente. RAZÃO: foi ela quem decretou o basta! VONTADE: todas, mesmo não podendo. PAIXÃO: passei deste estágio. AMOR: enfim, encontrei a definição... Terça-feira, Setembro 26, 2006 ![]() Já tentei ser mais ou menos... Já tentei subir no muro... Já tentei ter pavio por mais curto que fosse... Já tentei falar em meias palavras... Já tentei viver pela metade... E já tentei até não tentar simplesmente. Pago pra ver todas às vezes. Dou minha cara a tapa e ainda viro o outro lado. É fato: só aprendo assim. Raramente me permito dançar conforme a música. E assim vou indo atrás do bloco e abrindo o meu caminho. Tenho orgulho de mim. E será que tenho mesmo? Surpreender me faz feliz e vice-versa mais ainda. Tiro o time de campo numa boa, entretanto quando perco sento e choro. Agora quando ganho choro mais ainda. Ser intensa tem seu preço e verdadeira custa mais ainda. Enfim, vou pagando enquanto me for permitido. Sendo isso tudo ou mesmo só isso tenho conseguido passar por esta vida deixando meu rastro e infelizmente algumas cicatrizes. Michele, não falemos em cicatrizes ou talvez numa outra hora que não esta. Quarta-feira, Setembro 13, 2006 ![]() Fui tua... Fui tua de alma já que de corpo você ficou me devendo. Ter sido apenas de alma teve que me bastar. Ser também de corpo colocaria tudo a perder. Sua moralidade foi tamanha ao ponto de ficarmos no ora veja!!! Perder o que nunca foi meu... Perder o que já começou perdido... Perder o que não era para ser ganho... Eu já estava perdida... E com isso... Minha alma sente falta da tua... Meu encantamento sente falta do teu... Minha vontade de você não passa... Imoral já éramos, seu tolo! Faltou, porém a melhor e a mais desejada das imoralidades . Falo daquela bem devassa e despudorada, entretanto não menos de alma... Muitas vezes supliquei por ela calada e também aos berros. Fui e ainda sou tua. Agora exijo deixar de ser. Sexta-feira, Setembro 08, 2006 ![]() Domingo, Junho 25, 2006 ![]() Domingo, Abril 09, 2006 ![]() Houve um pacto implícito que rompeste e sem te despedires foste embora. Detonaste o pacto. Detonaste a vida geral, a comum aquiescência de viver e explorar os rumos da obscuridade, sem prazo, sem consulta; sem provocação, até o limite das folhas caídas na hora de cair. Antecipaste a hora. Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas. Que poderias ter feito mais grave do que o ato sem continuação, o ato em si, o ato que não ousamos nem sabemos ousar... porque depois dele não há nada? Tenho razão para sentir saudade de ti, de nossa convivência em falas camaradas, simples apertar de mãos, nem isso, voz modulando sílabas conhecidas e banais, que eram sempre certeza e segurança. Sim tenho saudades. Sim, acuso-te porque fizeste o não previsto nas leis da amizade e da natureza nem nos deixaste sequer o direito de indagar porque o fizeste, porque te foste. Domingo, Fevereiro 19, 2006 Aos poucos que verdadeiramente me conhecem sabem que SIMPLESMENTE ADORO confessar o inconfessável. Me permito ser passada a limpo somente por mim diga-se de passagem e foi isso que acabei fazendo neste necessário desaparecimento. Tirar o time de campo é até prazeroso de vez em quando, entretanto o que não me permito jamais é deixar de jogar. Ficar de fora avaliando a partida rolando faz com que cada jogada seja avaliada para finalmente alcançar o tão sonhado e esperado intento, o gol. Minhas linhas afirmam que tentei ficar com o que há de melhor da Michele, porém alguns defeitos teimaram por permanecer como a ousadia de sempre se mostrar por inteira. Acredito que esta transparência despudorada faz de mim uma pessoa que tem feito falta para algumas outras e deliciosamente isso já faz tudo valer a pena. Aos que julgaram me amar se realmente o tivessem feito jamais teriam me perdido. Sábado, Outubro 29, 2005 ![]() Amiga minha está assim. Feliz por ela, mas para acalmá-la um pouco, enviei-lhe estas velhas idéias. A mulher em estado de paixão é um ser em estado permanente de torcida do Flamengo. Torce mais por ele (o amado) que pela Seleção. Entra no campo, agride o juiz, salta o alambrado, topa qualquer desafio. Só vê a vitória. Vai pro exílio, larga carreira, profissão, conveniência, partido político. Só tem um caminho e uma verdade: a paixão. O resto virá depois. Sem ele, o tudo é nada. É o mais paciente dos seres impacientes. Sempre em estado de "estou pronta" leva anos esperando com uma insuportável e maravilhosa impaciência, exigência, dedicação, entrega, cegueira, vontade de quintais, praias e amarrações que supõe perfeitas e definitivas. Ninguém vive a provisoriedade com tanto sentido de permanência. Ninguém assina em branco e antecipa tantos avais de afeto. Ninguém erra com tanta convicção e decência. Para ela, a única alternativa para o tédio é a paixão. É fera e santa, guerreira e gato, desastrada e genial, capaz de usar fitas; meias coloridas; de enfrentar solidões, distâncias, presenças e furacões pelo ser amado. É o mais regular dos seres irregulares, porque não julga, não pensa, não avalia: sente. E que se danem o mundo, as regras, as regulações, disposições, legislações e tudo aquilo que a mãe ensinou! Que o mundo exploda em flores! Ser de grandezas só vive de migalhas. Entende de lençóis iluminados pela luz do corredor nas noites sem sono, conhece ruídos diferentes de tique-taques e entende de cantores e poetas (escolhidos secretamente). Interpreta as mensagens mais sutis do amado: tom de voz, espaço entre uma e outra frase, fomes dominicais, impressões vagas de cansaço, tédio, alegria ou saudade expressas por fungados, suspiros, desabafos, interjeições, gestos, sons, olhares. Mistura disposição com vontade. Possibilidade com ânsia. Dificuldade com não querer. Em suma: é o mais incapaz dos capazes do que há de melhor, mais lindo, legítimo e verdadeiro. Especialista em pretextos; modista de oportunidades; navegantes de esperanças; tecelã de ternuras; doceira de amarguras. É furacão e chuvisco; exaltação e placidez; adivinhação e alienação; sábia e patusca; maravilha e susto; mãe e mulher; filha e bruxa; santa e desastrada. O único ser que topa qualquer parada não é o herói nem o desesperado: é a mulher apaixonada. CRÔNICA PUBLICADA NO JORNAL O DIA EM 29/10/2005. Domingo, Setembro 11, 2005 ![]() Definir "ousadia" tornou-se algo fácil: pessoa de vinte e muitos anos expondo suas tão íntimas e não menos necessárias linhas e porque também não dizer devaneios numa página pessoal da internet. O que fazer e que critérios usar quando isso a torna uma pessoa plena???... Vou vivendo ora ousada, ora plena, ora frágil, ora simplesmente preta e branca... Certamente não saberia viver sem as letras e também não sem os números. E confesso que assim tem sido bem legal viver. Definir "plenitude" seria esta tal pessoa se permitindo ousar.. ora... ora... Sábado, Agosto 20, 2005 ![]() Quinta-feira, Maio 26, 2005 ![]() Quero e preciso de uma resposta significativa e acima de tudo definitiva: Porque esta mania absurda de falar sempre de amor? Seria eu uma eterna idiota que ainda acredita neste sentimento ou de fato a certa na história é a pessoa que vos escreve? Nesta vida escolhi ser a idiota, talvez na outra ainda assim seja uma idiota. Um dia se assim me for permitido o viverei de maneira sublime e feliz. Como falar de amor é bom... causa sensações e eu adoro sentir... Domingo, Abril 17, 2005 ![]() se de fato sou especial... trate-me como tal também. se não sou absolutamente nada... faça exatamente o que tem feito. agora não venha fingir um amorzinho medíocre porque isso se torna patético. Domingo, Abril 03, 2005 ![]() Hoje quero ser a audácia vestida de Michele... Quero provocar até ouvir tua súplica... Quero ser a melhor de todas as luxúrias e a que se tornará inesquecível... Quero te deixar com o meu gosto e com o meu cheiro. Quero permancer em você... Quero grudar de tal forma na tua pele que onde estiver me levará contigo e todos a tua volta sentirão a minha presença... Serei vista no teu olhar, na tua fala e nos menores gestos. E assim sendo nos restará apenas dois caminhos... Ou você virá ao meu encontro sedento e faminto ou então o ser suplicante deixará de ser você e passarei a contar os dias para finalmente me livrar desse querer. Eu, Simplesmente Outono. Quinta-feira, Março 10, 2005 ![]() Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005 ![]() tua boca, teu cheiro, tuas mãos... teu corpo, tua respiração, teu gosto... teu medo, teu desejo, tua audácia... tua coragem, tua pele, teu jeito... permitido ou proibido.. certo ou errado... com ou sem barba... que saudade! uma admiração quase que instantânea... um entendimento mútuo e inexplicável. um abraço que conforta... protege... e deliciosamente provoca... torna-se suficiente dispensando qualquer outro gesto. que saudade! te adoro de forma única assim como te desejo da mesma maneira. talvez existam outros sentimentos envolvidos sem explicação lógica... e falando nessa tal de lógica ela se encaixa perfeitamente na tua ciência. escolhi o caminho em que a lógica não se faz necessária... ... e mais uma vez: que saudade!!! hoje dispenso assinatura. Sexta-feira, Fevereiro 11, 2005 ![]() Mais uma vez as letras me fazem rumar até você. Tento de todas as formas mudar este percurso, entretanto quando elas tocam o papel ganham vida própria e acabam falando por mim. Ora o que devem... ora o que devem... afinal não possuo o menor domínio sobre elas. Despudorada esta revelação. O que me resta? Seguir apenas a direção já estabelecida. Afirmo lasciva e deliciosamente que minhas letras são tuas.. e será que teus números são meus? Domingo, Janeiro 30, 2005 ![]() Domingo, Janeiro 16, 2005 ![]() Gostar é sentir com a alma, mas expressar os sentimentos depende das idéias de cada um. Condicionamos o amor às nossas necessidades neuróticas e acabamos com ele. Vivemos uma vida tentando fazer com que os outros se responsabilizem pelas nossas necessidades enquanto nós nos abandonamos irresponsavelmente. Queremos ser amados e não nos amamos, queremos ser compreendidos e não nos compreendemos, queremos o apoio dos outros e damos o nosso a eles. Quando nos abandonamos, queremos achar alguém que venha preencher o buraco que nós cavamos. A insatisfação, o vazio interior se transformam na busca contínua de novos relacionamentos, cujos resultados frustrantes se repetirão. Cada um é o único responsável pelas suas próprias necessidades. Só quem se ama pode encontrar em sua vida UM AMOR DE VERDADE. Sábado, Dezembro 25, 2004 ![]() Domingo, Novembro 21, 2004 Sexta-feira, Outubro 22, 2004 ![]() Domingo, Setembro 19, 2004 ![]() Quinta-feira, Agosto 26, 2004 ![]() Que não deveria se chamar amor De tão irreconhecível, tão desconhecido Que não deveria se chamar amor. Poderia se chamar NUVEM Pois muda de formato a cada instante Poderia se chamar TEMPO Porque parece um filme a que nunca assisti antes Poderia se chamar LABIRINTO Pois sinto que não conseguirei escapulir Poderia se chamar AURORA Porque vejo um novo dia que está por vir Poderia se chamar ABISMO Pois é certo que ele não tem fim Poderia se chamar HORIZONTE Que parece linha reta mas sei que não é assim Poderia se chamar PRIMEIRO BEIJO Porque não lembro mais do meu passado Poderia se chamar ÚLTIMO ADEUS Que meu antigo futuro foi abandonado Poderia se chamar UNIVERSO Porque sei que não o conhecerei por inteiro Poderia se chamar PALAVRA LOUCA Que na verdade quer dizer: aventureiro Poderia se chamar SILÊNCIO Porque minha dor é calada e meu desejo é mudo E poderia simplesmente não se chamar Para não significar nada e dar sentido a tudo Domingo, Julho 25, 2004 ![]() Sexta-feira, Junho 04, 2004 ![]() Quinta-feira, Maio 13, 2004 ![]() Quarta-feira, Abril 21, 2004 ![]() Nossa dor não advém das coisas vividas, Mas de coisas que foram sonhadas E não se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, Apenas agradecer por termos conhecido Uma pessoa tão bacana, Que gerou em nós um sentimento intenso E que nos fez companhia por um tempo razoável, Um tempo feliz. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos O que foi desfrutado e passamos a sofrer Pelas nossas projeções irrealizadas, Por todas as cidades que gostaríamos De ter conhecido ao lado do nosso amor E não conhecemos, Por todos os filhos que Gostaríamos de ter compartilhado, E não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, Pela eternidade. Sofremos não porque Nosso trabalho é desgastante e paga pouco, Mas por todas as horas livres Que deixamos de ter para ir ao cinema, Para conversar com um amigo, Para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe É impaciente conosco, Mas por todos os momentos em que Poderíamos estar confidenciando a ela Nossas mais profundas angústias Se ela estivesse interessada Em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, Mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, Mas porque o futuro está sendo Confiscado de nós, Impedindo assim que mil aventuras Nos aconteçam, Todas aquelas com as quais sonhamos e Nunca chegamos a experimentar. Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, Mais me convenço de que o Desperdício da vida Está no amor que não damos, Nas forças que não usamos, Na prudência egoísta que nada arrisca, E que, esquivando-se do sofrimento, Perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional. Domingo, Abril 04, 2004 ![]() Numa pequena cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o bobo ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas - uma grande de quatrocentos réis e outra menor, de dois mil réis. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos. Eu sei, respondeu o tolo - ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda. Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa. Uma delas: quem parece idiota, nem sempre é. Quais eram os verdadeiros tolos nesta história? A conclusão mais interessante é a percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não tem uma boa opinião ao nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas o que realmente somos. Quinta-feira, Março 18, 2004 ![]() Não importa onde você parou ou em que momento da vida você cansou. Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo. É renovar as esperanças. E eu pergunto: sofreu muito nesse período? Foi a dor do aprendizado... Chorou muito? Foi a limpeza da alma... Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las... Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora... Pois é... agora é hora de reiniciar, de encontrar prazer nas coisas simples... Um corte de cabelo, um novo curso ou aquele velho desejo de aprender a pintar,desenhar, dominar o computador. Olha quantos desafios, quantas coisas novas te esperando! Está se sentindo sozinho? Besteira, tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento". Tem tanta gente esperando apenas um sorriso para chegar perto de você. Recomeçar!! Hoje é um bom dia para começar novos desafios. Onde você quer chegar? Sonhe alto! Queira o melhor do melhor! Pensando assim, trazemos aquele que desejamos. Se pensarmos pequeno, coisas pequenas teremos. Tire o dia para uma faxina mental! Jogue fora tudo que te prende ao passado: fotos, roupas, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados. Esvazie seu coração! Fique pronto para a vida, para um novo amor. Lembre-se: somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes. Afinal de contas, nós somos o amor. "Sou do tamanho daquilo que vejo e não do tamanho da minha altura." Segunda-feira, Março 15, 2004 ![]() O amor e a saudade Não há regras... Não há controle... Apenas acontece!! Você não consegue resistir Por mais que tente fugir Ele chega pra você... Este amor que lhe tem de ser!! Não há distância que impeça... Não há ausência que afaste... Apenas acontece!! Você não consegue deixar de sentir Por mais que tente impedir Ela fica em você... Esta saudade que lhe faz sofrer!! E assim... O amor e a saudade Vão caminhando Crescendo...se avolumando Juntamente com a esperança... Esta esperança que faz acreditar Na realização desse amor Um amor que parece Impossível de acontecer... Mas se lhe está destinado No momento certo você vai viver! E a saudade?? Já não vai mais existir Já não vai mais fazer sofrer Enfim serei sua, E você será meu!!
![]() Sexta-feira, Março 12, 2004 ![]() Quinta-feira, Março 11, 2004 ![]() João era o tipo do cara que você gostaria de conhecer. Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo de positivo para dizer. Quando alguém lhe perguntava como ele estava, a resposta seria algo: - Se melhorar estraga. Ele era um gerente especial pois seus garçons o seguiam de restaurante em restaurante apenas pelas suas atitudes. Ele era um motivador nato. Se um colaborador estava tendo um dia ruim, João estava sempre dizendo como ver o lado positivo da situação. Fiquei tão curioso com seu estilo de vida que um dia lhe perguntei: - Você não pode ser uma pessoa tão positiva todo o tempo. Como você faz isso? Ele me respondeu: - A cada manhã ao acordar digo para mim mesmo, João, você tem duas escolhas hoje. Pode ficar de bom humor ou de mau humor. Eu escolho ficar de bom humor. Cada vez que algo de ruim acontece, posso escolher bancar a vítima ou aprender alguma coisa com o ocorrido. Eu escolho aprender algo. Toda vez que alguém reclamar, posso escolher aceitar a reclamação ou mostrar o lado positivo da vida. - certo, mas não é fácil, argumentei: - É fácil, disse-me João. A vida é feita de escolhas. Quando você examina a fundo, toda a situação sempre há uma escolha. Você escolhe como reagir às situações. Você escolhe como as pessoas afetarão o seu humor. É sua a escolha de como viver a sua vida. Eu pensei sobre o que João disse, e sempre lembrava dele quando fazia uma escolha. Anos mais tarde soube que João cometera um erro, deixando a porta de serviço aberta. Pela manhã foi rendido por assaltantes. Dominado, enquanto tentava abrir o cofre, sua mão, tremendo de nervosismo, desfez a combinação do segredo. Os ladrões entraram em pânico e atiraram nele. Por sorte ele foi encontrado a tempo de ser socorrido e levado para um hospital. Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, teve alta ainda com fragmentos de balas alojadas pelo corpo. Encontrei João mais ou menos por acaso. Quando lhe perguntei como estava, respondeu: - Se melhorar estraga. Contou-me o que havia acontecido perguntando: - Quer ver minhas cicatrizes? Recusei ver seus antigos ferimentos mas perguntei-lhe o que havia passado em sua mente na ocasião do assalto. - A primeira coisa que pensei foi que deveria ter trancado a porta de trás, respondeu. Então deitado no chão, ensangüentado, lembrei que tinha duas escolhas: poderia viver ou morrer. Escolhi viver. - Você não estava com medo? perguntei. - Os paramédicos foram ótimos. Eles me diziam que tudo ia dar certo e que eu ia ficar bom. Mas quando entrei na sala de emergência e vi a expressão dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado. Em seus lábios eu lia: "esse aí já era". Decidi então que tinha que fazer algo. - O que você fez? perguntei: - Bem, havia uma enfermeira que fazia muitas perguntas. Me perguntou se eu era alérgico a alguma coisa. Eu respondi: "sim". Todos pararam para ouvir minha resposta: Tomei fôlego e gritei: "- sou alérgico a balas"! Entre risadas lhes disse: - "- Eu estou escolhendo viver, operem-me como um ser vivo, não morto". - João sobreviveu graças à persistência dos médicos, mas também graças a sua atitude. Aprendi que todo dia temos a opção de viver plenamente. - Afinal de contas, "ATITUDE É TUDO". Quarta-feira, Março 10, 2004 ![]() Terça-feira, Março 09, 2004 ![]() Era uma vez um anjinho, muito distraído, chamado Amorel. Ele recebeu uma incumbência de Deus: "Amorel, acabo de inventar os humanos, eles estão classificados como homem e mulher. Cada um tem seu par e já estão todos alinhados de par em par. Pegue esta bandeja de humanos e leve para que eles habitem a Terra". Amorel, ficou contente, pois há muito tempo o Senhor não o chamava para tão nobre trabalho. O anjinho pegou a bandeja e ao virar uma esquina lá no céu, trombou com uma anjinha chamada Amanda. A bandeja voou longe, e todos os casais de humanos se misturaram. Amorel e Amanda ficaram desesperados e foram contar para Deus o ocorrido. O Senhor falou: Vocês derrubaram, vocês juntarão! Porém, parece que Deus se esqueceu que os anjinhos eram distraídos. E é por isso que a cada dia os casais se juntam e se separam. Os dois anjinhos, trabalham incessantemente para que os casais originais se encontrem. O trabalho é muito difícil, tanto é que por muitas vezes eles juntam casais errados, pois os humanos espalhados ficam inquietos e cobram o serviço dos anjinhos o tempo todo. Quando os humanos se mostram muito desesperados, os anjinhos unem dois desesperados, mas logo depois percebem o engano e os separaram. E, por muitas vezes, está separação é brusca, pois não se tem tempo a perder. Recebi um bilhete dos dois anjinhos e vou mandar pra você agora: "Se você é um humano, queremos pedir desculpas pela nossa distração, pois errar não é só humano! Estamos trabalhando com empenho, porém, sempre contando com a ajuda de vocês. Não se desesperem mas também, não se isolem, tentem se mostrar realmente, quem é cada um de vocês, pois a medida que cada um mostrar o que é de verdade, vai tornar o nosso trabalho mais fácil. Aproveitamos a oportunidade, para nos desculpar pelas separações abruptas, sabemos que elas geram muito transtorno, mas se nós o separamos de alguém, é por que em algum canto vimos alguém bem mais parecido e por isso precisamos isolá-los para facilitar o encontro. Segunda-feira, Março 08, 2004 ![]() A mulher é o único ser da criação que abriga dentro de si, um templo. Só ela sabe ser Deusa e ser Santa, ser Rainha e ser Mulher, Ser forte quando precisa, e ser frágil quando quer. Mulher que gera vidas, e cria a humanidade. Que sabe ser estrela, e sabe ser saudade. Só ela sabe ser mulher e ser menina, ser sedutora e ser seduzida. Ela é Luz quando brilha, é paz quando acalma e tranqüiliza. Ela é música quando é alegria, é ritmo vibrante quando improvisa. Ela é tempestade quando chora, ou um Vulcão quando Ama. Ela sofre discriminação, é incompreendida,mas sabe superar. Sofre preconceitos, tem lá os seus defeitos,mas sabe perdoar. É mulher e é amante, é companheira e é guerreira, Ela pode até perder a luta, mas nunca perde os seus ideais... Ela pode até perder os seus amores, mas nunca desiste de sonhar. É feminina, sensível, amável, sem perder a força. Ela é ternura quando envolve, é segredo quando encanta. Assim como a lua, ela tem as suas fases, todas imprevisíveis, todas incomunicáveis. A mulher é o maior de todos os mistérios, que alguns ainda não conseguiram desvendar. Desconheço o autor. Quinta-feira, Março 04, 2004 ![]() A rua estava fria. Era sábado ao anoitecer mas eu estava chegando e não saindo. Passei no bar e comprei um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iriam passar a noite comigo. A porta se fechou como uma despedida para a rua, mas aporta sempre se fechava assim. Ela se fechou com um som abafado e rouco. Mas era sempre assim que ela se fechava. Um som que parecia o adeus de um condenado. Mas a porta simplesmente se fechara e ela sempre se fechava assim. Todos os dias ela se fechava assim. Acender o fogo, esquentar o arroz, fritar um ovo. A gordura espirra ferindo minhas mãos. A comida estava boa. Estava realmente boa, embora tenha ficado quase a metade no prato. Havia uma casquinha de ovo e pensei em pedir-me desculpas por isso. Sorri com esse pensamento. Acho que sorri. Devo ter sorrido. Era só uma casquinha. Busquei no silêncio da copa algum inseto mas eles já haviam todos adormecidos para a manhã de domingo. Então eu falei em voz alta. Precisa ouvir alguma coisa e falei em voz alta. Foi só uma frase banal. Se houvesse alguém perto diria que eu estava ficando doido. Eu sorriria. Mas não havia ninguém. Eu podia dizer o que quisesse. Não havia ninguém para me ouvir. Eu podia rolar no chão, ficar nu, arrancar os cabelos, gemer, chorar, soluçar, perder a fala, não havia ninguém para me ver. Ninguém para me ouvir. Não havia ninguém. Eu podia até morrer. De manhã o padeiro me perguntou se estava tudo bom. Eu sorri e disse que estava. Na rua o vizinho me perguntou se estava tudo certo. Eu disse que sim e sorri. Também meu patrão me perguntou e eu sorrindo disse que sim. Veio a tarde e meu primo me perguntou se estava tudo em paz e eu sorri dizendo que estava. Depois uma conhecida me perguntou se estava tudo azul e eu sorri e disse que sim, estava, tudo azul. Terça-feira, Março 02, 2004 ![]() O oposto. A combinação. Segunda-feira, Março 01, 2004 ![]() Sexta-feira, Fevereiro 20, 2004 ![]() Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004 ![]() Quarta-feira, Fevereiro 18, 2004 ![]() Segunda-feira, Fevereiro 16, 2004 ![]() Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004 ![]() Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Júlia, sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar. Mariana não podia porque ia sair com sua mãe naquela manhã. Júlia, então, pediu à coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio. Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial. Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa. Mariana desabafou: "Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão." Totalmente descontrolada,Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações. Mas a mamãe, com muito carinho, ponderou: - Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu sapatinho novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em seu sapato? Ao chegar à sua casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra do que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar. - Pois é, minha filha! Com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo. Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu ir para a sala ver televisão. Logo depois alguém tocou a campainha Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando: - Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa. Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou. E, tomando a sua coleguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar a história do sapato novo que havia sujado de barro. Segure seus ímpetos, deixe o barro secar para depois limpá-lo. Assim você não correrá o risco de cometer uma injustiça. Terça-feira, Fevereiro 10, 2004 Gostava de ir fundo De não prometer nada E se arrepender nunca E ria do amor que eu dava Pensava saber muito Que não ia sofrer jamais Depois que perdeu tudo Me viu a olhar pra traz O Tempo apagou a sua estrada Você não achou nada pra perder Fui eu o tempo todo sem você Se você quiser ser mais feliz Preste atenção no que faz Preste atenção no que diz Quero te dizer seja feliz Preste atenção no que faz Preste atenção no que diz. Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004
Sexta-feira, Fevereiro 06, 2004 ![]() Quinta-feira, Fevereiro 05, 2004 ![]() 1. Nunca deixe passar a oportunidade de sair para um passeio. 2. Experimente a sensação do ar fresco e do vento na sua face por puro prazer. 3. Quando alguém que você ama se aproxima, corra para saudá-lo ( a ). 4. Quando houver necessidade, pratique a obediência. 5. Deixe os outros saberem quando invadiram o seu território. 6. Sempre que puder tire uma soneca e se espreguice antes de se levantar. 7. Corra, pule e brinque diariamente. 8. Coma com gosto e entusiasmo, mas pare quando estiver satisfeito. 9. Seja sempre leal. 10. Nunca pretenda ser algo que você não é. 11. Se o que você deseja está enterrado, cave até encontrar. 12. Quando alguém estiver passando por um mal dia, fique em silêncio, sente-se próximo e, gentilmente, tente agradá-lo. 13. Quando chamar a atenção, deixe alguém tocá-lo. 14. Evite morder quando apenas rosnando resolve. 15. Nos dias mornos, deite-se de costas sobre a grama. 16. Nos dias quentes, beba muita água e descanse embaixo de uma árvore frondosa. 17. Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo. 18. Não importa quantas vezes for censurado, não assuma a culpa que não tiver e não fique amuado... corra imediatamente de volta para seus amigos. 19. Alegre-se com o simples prazer de uma caminhada. 20. Quando alguém de que você tanto gosta chegar, faça festa, mostrando o quanto ela é importante pra você. Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004 ![]() - Meu amigo não voltou do campo de batalha, senhor, solicito permissão para ir buscá-lo, disse um soldado ao seu tenente. - Permissão negada, replicou o oficial. Não quero que arrisque sua vida por um homem que provavelmente está morto. O soldado, ignorando a proibição, saiu, e uma hora mais tarde regressou, mortalmente ferido, transportando o cadáver de seu amigo. O oficial estava furioso: - Já tinha dito que ele estava morto!!! Agora eu perdi dois homens! Diga-me: Valeu a pena trazer um cadáver? - E o soldado, moribundo, respondeu: - Claro que sim, senhor! Quando o encontrei, ele ainda estava vivo e pôde me dizer: " Tinha certeza de que você viria ".... Terça-feira, Fevereiro 03, 2004
Em certo lugar, numa data imprecisa existia um cego. Embora sofrendo com sua cegueira, procurava ser útil a sua comunidade. E fazia o que todo cego faz para se orientar-se. Em suas caminhadas, levava em conta edifícios, o número de degraus, as árvores. O tato era sua visão. Um dia derrubaram uma casa e fecharam a rua. Nosso cego ficou desorientado. Perdeu-se e foi andando as tontas. Nem dado momento, aproximou-se de uma ponte. Um passo falso... e poderia despencar-se nas águas tranqüilas, porém profundas. Nesse instante, uma caridosa mão acolhe-o. Tratava-se de uma garota. Ela perguntou para onde o cego pretendia ir e acompanhou-o até o local. Naturalmente, o cego desfez-se de mil agradecimentos, educadamente recusados pela garota. Sim, era ela quem devia agradecer. E diante da perplexidade do cego, contou sua história. Desiludida, decidira acabar com sua vida, pretendia jogar-se do alto da ponte. E foi quando o cego surgiu. Ela instantaneamente sentiu vontade de ajudá-lo. Era a hora do seu renascimento. Ela decidiu viver. Ao estender sua mão a alguém, aquela jovem encontrou a solução para si mesma. E decidiu que continuaria lutando. Situações difíceis roubam-nos tantas vezes a alegria. E a gente se fecha, isola-se, concluindo que nada dá certo, que não vale a pena viver. Quando nos damos conta de que há pessoas que sofrem, e sofre, mais do que nós, nossos problemas ficam menores e encontramos força para a superação. Estender a mão ao próximo é resolver nossos problemas. Segunda-feira, Fevereiro 02, 2004
Esta e a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios. Ele resolveu depois de muito anos de preparação, escalar o Aconcagua. Mas ele queria a glória somente para ele, e resolveu escalar sozinho sem nenhum companheiro, o que seria natural no caso de uma escalada desta dificuldade. Ele começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde, porém ele não havia se preparado para acampar, resolveu seguir a escalada decidido a atingir o topo. Escureceu, e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha, e não era possível mais enxergar um palmo a frente do nariz, não se via absolutamente nada. Tudo era escuridão, zero de visibilidade, não havia lua, e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens. Subindo por uma parede a apenas 100m do topo ele escorregou e caiu... caía a uma velocidade vertiginosa, somente conseguia ver as manchas que passavam cada vez mais rápidas na mesma escuridão, e sentia a terrível sensação de ser sugado pela força da gravidade. Ele continuava caindo... e nesses angustiantes momentos, passavam por sua mente todos os momentos felizes e tristes que ele já havia vivido em sua vida... De repente ele sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade... Schak. Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura. Nesses momentos de silêncio, suspenso pelos ares na completa escuridão, não sobrou para ele nada além do que gritar: Óhhhhhhh! Meu Deus me ajude!!!!!.... De repente uma voz grave e profunda vinda do céu respondeu: - O que você quer de mim meu filho? - O alpinista respondeu: - Me salve, Meu Deus, por favor! - E Deus lhe disse: - Você realmente acredita que eu possa te salvar? - E o alpinista tornou a responder: - Eu tenho certeza Meu Deus. - Então, Deus lhe ordenou: - Então corte a corda que o mantém pendurado... Houve um momento de silêncio e reflexão... O homem se agarrou mais ainda a corda e refletiu que se fizesse isso morreria... Conta o pessoal de resgate que no outro dia encontrou um alpinista congelado... morto... agarrado com força... com as duas mãos a uma corda a tão somente dois metros do chão. Sexta-feira, Janeiro 30, 2004 ![]() Certo dia, um fazendeiro, caçando nas montanhas, achou um ninho de águias com filhotes. Pegou um e trouxe à sua fazenda criando-o no galinheiro. Em visita à fazenda, um amigo se comoveu ao ver uma águia naquele estado, comendo, andando e dormindo como galinha. Argumentou que era uma violência contra a natureza deixar uma águia daquela passar tamanha humilhação. O dono da fazenda, dando sonora gargalhada, retrucou: - " Pensa como galinha, age como galinha, é galinha ". O amigo, inconformado, levou a ave às montanhas e no ponto mais alto bradou: - " Águia, aqui não é teu lugar, a ti são reservados os vôos mais altos, o céu mais azul, o lugar dos vencedores ", e atirou a águia para o alto. O pássaro ensaiou bater as asas, titubeou e logo caiu. O fazendeiro, não perdoou: - " Age como galinha, é galinha! ". O amigo, treinador persistente, insistiu mais uma vez: - " Águia, tu és a ave mais forte, o céu é teu limite. És uma criação maravilhosa de Deus, ocupe o teu lugar no Universo. Voe águia... Voe... voe e vença. Você pode, você veio para vencer ". E jogou ainda mais alto o pássaro que ganhou a vastidão do espaço. Aí, cheio de orgulho, contemplando o vôo majestoso da águia, o amigo setenciou: - " Pensa e age como galinha, é galinha. Pensa e age como águia, é águia ". Quinta-feira, Janeiro 29, 2004
O garoto estava preso entre as engrenagens da ponte levadiça e um transatlântico carregando centenas de passageiros estava se aproximando rapidamente. O pai do menino, o operador da ponte, não tinha se dado conta do desaparecimento de seu filho até este momento. Em pânico saiu à procura de seu filho somente o achando inconsciente entre duas alavancas que levantavam a ponte para dar passagens aos navios. Ele caiu enquanto brincava. O pai agora estava com medo diante das alternativas que tinha a sua frente. O transatlântico que não parava de se aproximar com centenas de vidas a bordo, com o choque iria matar a todos se a ponte não fosse elevada; e seu filho caído na caixa de engrenagem, seria instantaneamente esmagado se o botão que aciona a ponte fosse ligado. Com toda sua força ele tentou baixar o braço para retirar a criança rapidamente dali para um lugar seguro. O tempo estava se esgotando. Ele simplesmente não conseguia alcançar o garoto. Lágrimas desciam interminantemente do rosto do homem juntamente com o pressentimento de que ninguém iria socorrê-los e a mágoa o tomava por completo. Ele fez a última tentativa. Mas de nada adiantou. A única coisa que o pai ouvia eram as vozes e as altas gargalhadas das pessoas que se divertiam no transatlântico que se aproximava cada vez mais. A aterrorizante decisão tem de ser tomada imediatamente. Irá seu amado filho viver? Ou irão aqueles farristas desconhecidos viver? Com apenas segundos para a decisão final ele sabe que seja qual for, terá de viver com isto o resto de sua vida. Lágrimas de lamento transbordaram nos olhos deste pai que agora via todos aquelas pessoas desconhecidas passarem debaixo dele. Elas estavam rindo como se nada tivesse acontecido, completamente sem saber que o solitário homem acima delas tinha poupado suas vidas pelo sacrifício da vida de seu próprio filho. Elas nunca se deram conta do amor que lhes foi mostrado naquele dia. Quarta-feira, Janeiro 28, 2004 ![]() Então pareceu que ela parou de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais longe. Então o homem decidiu ajudar a borboleta, ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho e era pequeno, tinha as asas amassadas. O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo, que iria se afirmar a tempo. Nada aconteceu. Na verdade, a borboleta passou o resto da vida se rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para suas asas de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que ela estivesse livre do casulo. Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar. Autor Desconhecido. Terça-feira, Janeiro 27, 2004 ![]() - Mãe, pai, estou voltando para casa, mas, eu tenho um favor a pedir. Eu tenho um amigo que gostaria de trazer comigo. - Claro! Nós adoraríamos conhecê-lo!!! - Há algo que vocês precisam saber, continuou o filho: Ele foi terrivelmente ferido na luta; pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. Ele não tem nenhum lugar para ir e, por isso, eu quero que ele venha morar conosco. - Eu sinto muito ouvir isso filho, nós talvez possamos ajudá-lo a encontrar um lugar para ele morar. - Não, mamãe e papai, eu quero que ele venha morar conosco. - Filho, você não sabe o que está pedindo. Alguém com tanta dificuldade seria um grande fardo para nós. Nós temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa como esta interfira em nosso modo de viver. Acho que você deveria voltar para casa e esquecer este rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo. Neste momento filho bateu o telefone. Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele. Alguns dias depois, no entanto, eles receberam um telefone da polícia de São Francisco. O filho deles havia morrido depois de ter caído de um prédio. A polícia acreditava em suicídio. Os pais angustiados voaram para São Francisco e foram levados para o necrotério a fim de identificar o corpo do filho. Eles o reconheceram, mas, para o seu horror, descobriram algo que desconheciam: O filho deles tinha apenas um braço e uma perna. Os pais, nesta história são como muitos de nós. Achamos fácil amar aqueles que são bonitos ou divertidos, mas, não gostamos das pessoas que nos incomodam ou nos fazem sentir desconfortáveis. De preferência, ficamos longe dessas e de outras que não são saudáveis, bonitas ou espertas como nós. Alguém que nos ama com um amor incondicional, que nos acolhe dentro de uma só família. Precisamos aceitar as pessoas como elas são, e ajudar a todos a compreender aqueles que são diferentes de nós. Há um milagre chamado AMIZADE, que mora em nosso coração. Você não sabe como acontece ou quando surge. Mas, você sabe que este sentimento especial aflora e percebe que a Amizade é o presente mais precioso de Deus. Amigos são como jóias raras. Eles nos fazem sorrir e nos encorajam para o sucesso. Eles nos emprestam um ouvido, compartilham uma palavra de incentivo e estão sempre com o coração aberto. Autor Desconhecido. Segunda-feira, Janeiro 26, 2004 ![]() Existiu um lenhador que acordava às 6 da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e só parava tarde da noite. Esse lenhador tinha um filho, lindo, de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança. Todos os dias o lenhador ida trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho. Todas as noites ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada. Os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um bicho, um animal selvagem; e portanto, não era confiável. Quando ela sentisse fome comeria a criança. O lenhador sempre retrucando com os vizinhos falava que isso era uma grande bobagem. A raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam: "Lenhador abra os olhos! A Raposa vai comer o seu filho". " Quando sentir fome, comerá o seu filho ". Um dia o lenhador muito exausto do trabalho e muito cansado desses comentários ao chegar em casa viu a raposa sorrindo como sempre e sua boca coberta de sangue. O lenhador suou frio e sem pensar duas vezes acertou o machado na cabeça da raposa... Ao entrar no quarto desesperado, encontrou o seu filho no berço dormindo tranqüilamente a ao lado uma cobra morta... O lenhador enterrou o machado e a raposa juntos. Autor Desconhecido. Sexta-feira, Janeiro 23, 2004 ![]() Quinta-feira, Janeiro 22, 2004 ![]() Michele às 16:48
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